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Atualizando as definições de amor em 3, 2, 1...



Ao som de "Rien n'est vraiment fini", Céline Dion

Durante muito tempo não escrevi aqui, seja por uma leve (grande) preguiça que me dominava, seja pela desnecessidade de trazer o que se passava em minh'alma, visto que preferi elaborar meus sentimentos e vazios de maneira diferente da palavra escrita que legava a este espaço.

Mas hoje volto para retomar um lugar que é tão meu e onde me sinto aceito como sou e estou.

Parecem estranhas certas necessidades que colocamos para nós: o sentir-se aceito, sentir-se amado, sentir-se desejado e as vezes sentir-se, inclusive, um pouco como não se é - esta última acredito sinceramente que seja para fazer um equilíbrio e verificar se "quem se é" ainda é bom o suficiente para ser mantido..

Essas necessidades tão inerentes e construídas (na mesma intensidade) as vezes me consomem; não seria justo dizer que não percebo atitudes de amor e carinho, bem como seria hipocrisia afirmar que sempre aceito o que me é dado do jeito que vem... é uma linha tênue entre um e outro e não estou disposto a entender o limite entre uma esfera e outra.

Apenas (e na minha visão egoísta de agora) gostaria de ser valorizado... ser lido com olhos de compreensão, ouvido com ouvidos de atenção, falado com boca de valorização e tocado com mãos de consolação, para aplacar as inseguranças e vazios que me dominam.

Mas desconheço quem faça isso nos dias de hoje... os que compartilham os momentos comigo mal conseguem esgueirar-se de seus egocentrismos e inseguranças para dizer o que sentem e querem de verdade (quem dirá para dizer que me amam - se é que sentem por mim tal sentimento).

Percebo que não posso esperar de outros o colo semelhante ao de minha mãe e de meu pai, do mesmo modo que não posso esperar o cuidado como do anjo que me vela todas as noites.

Posso apenas esperar ser merecedor, um dia, de tais mimos.

E, até lá, vou colocando-me em meu lugar de insignificância, aceitando (quase) calado as ferroadas que aparentemente preciso levar e calejar o corpo-sentimento para o porvir.

(sentimento explícito, depois de muito tempo...)

Comentários

Carlos Vieira disse…
Entendo o sentimento! Parece cada vez mais difícil encontrar alguém que retribua com o mínimo de carinho e dedicação o sentimento que surge. Este mundo está louco!

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