Estrelas do meu céu...

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Atualizando as definições de amor em 3, 2, 1...



Ao som de "Rien n'est vraiment fini", Céline Dion

Durante muito tempo não escrevi aqui, seja por uma leve (grande) preguiça que me dominava, seja pela desnecessidade de trazer o que se passava em minh'alma, visto que preferi elaborar meus sentimentos e vazios de maneira diferente da palavra escrita que legava a este espaço.
Mas hoje volto para retomar um lugar que é tão meu e onde me sinto aceito como sou e estou.
Parecem estranhas certas necessidades que colocamos para nós: o sentir-se aceito, sentir-se amado, sentir-se desejado e as vezes sentir-se, inclusive, um pouco como não se é - esta última acredito sinceramente que seja para fazer um equilíbrio e verificar se "quem se é" ainda é bom o suficiente para ser mantido..
Essas necessidades tão inerentes e construídas (na mesma intensidade) as vezes me consomem; não seria justo dize que não percebo atitudes de amor e carinho, bem como seria hipocrisia afirmar que sempre aceito o que me é dado do jeito que vem... é uma linha tênue entre um e outro e não estou disposto a entender o limite entre uma esfera e outra.
Apenas (e na minha visão egoísta de agora) gostaria de ser valorizado... ser lido com olhos de compreensão, ouvido com ouvidos de atenção, falado com boca de valorização e tocado com mãos de consolação, para aplacar as inseguranças e vazios que me dominam.
Mas desconheço quem faça isso nos dias de hoje... os que compartilham os momentos comigo, mal conseguem esgueirar-se de seus egocentrismos e inseguranças para dizer o que sentem e querem de verdade (quem dirá para dizer que me amam - se é que sentem por mim tal sentimento)...

Percebo que não posso esperar de outros o colo semelhante ao de minha mãe e de meu pai, do mesmo modo que não posso esperar o cuidado como do anjo que me vela todas as noites.
Posso apenas esperar ser merecedor, um dia, de tais mimos.
E, até lá, vou colocando-me em meu lugar de insignificância, aceitando (quase) calado as ferroadas que aparentemente preciso levar e calejar o corpo-sentimento para o porvir.

(sentimento explícito, depois de muito tempo...)

sábado, 17 de maio de 2014

Hoje eu só queria um abraço


Ao som de "Esconderijo", Sandy Leah

Hoje eu queria um abraço...
Um que fosse sem tempo ou lugar determinado;
Daqueles sem segundas ou outras intenções que não o encontro com outro abraço...

Um abraço que pudesse acalentar meu coração descompassado
Ou quem sabe confortar meu medo insensato (será?)
Talvez até um abraço que dissesse "não se preocupe, que estou com você"!

Mas abraços assim não se encontram nas esquinas
Ou sequer são vendidos nas mercearias...

Não!
Esse tipo de abraço deve ser ofertado...
Vir do fundo do coração - ou da boa intenção - de quem se dispõe a abraçar.

Pedir tiraria todo o sentido do encontro, ou mesmo o prazer da surpresa de um abraço bem dado.

Um abraço tem que ser conquistado!
Tem que ser dado como se se quisesse tocar os corações pelo lado de dentro
Enquanto se sente o calor e o toque do outro abraço que te envolve o corpo, como se fosse seu conhecido de longos anos...

E mesmo sabendo tudo isso, eu ainda queria um abraço...

(para esses dias frios e tristes... infelizmente ficará no sonho)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Vale a pena


Ao som de "Only Time", Enya

Quando te disserem "É fácil amar", ria da cara da pessoa porque amar requer renuncia, desprendimento, passar por cima das dores e irritações, doação constante, desapego e força de vontade em respeitar os defeitos do outro (e isso é sempre difícil de fazer). Mas quando te disserem "Vale a pena amar", esqueça todas as dificuldades anteriores, sorria pra pessoa e siga de mãos dadas com a paixão e o perdão.

(Vale a pena amar, mesmo nas dores...)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Barba branca


Ao som de "Preto Velho", Secos & Molhados

Era um fio...
     Pelo menos de onde reparei.
Um fio de simples representação de um passado que deixou marcas
     De tudo pelo que já passei, de tudo que já pensei, de tudo que esperei...

Era apenas um fio!
      Um significativo fio branco
A rememorar um mundo de cores e sabores
       A trazer de volta saudades e pesares que me tornam o que sou!

É um fio branco...
       Pelo menos até agora...

(mais fios virão, se Deus quiser)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

If I could


Ao som de "Breakaway", Céline Dion

Os sonos tem sido vazios.
Nem sensações de sonhos, nem lembranças de sentimentos... apenas vazios!
Onde outrora havia sentido e desejo, hoje habita a escuridão letárgica que assola a mente desesperada por "something new"...
E é tão estranho como funciona o corpo nesses casos: fica alerta, como se uma descarga elétrica passasse constantemente por ele à espera de um sinal do céu para que o querer agarre com mão de ferro a ponta solta de um destino qualquer.
Será que faz sentido abraçar um novo destino se o outro ainda me chama para suas trilhas tortuosas? Sinto que ainda quero segui-lo...
Será que consigo cortar a corda do futuro que vai sem mim e seguir por outro caminho ainda neblinado, de um destino que nem sei se é o meu?
Será que estou disposto a passar por todos os percalços, me entregando à irracionalidade de uma esperança infantil?
...
Não quero uma ponta solta de um destino qualquer. Quero o que é meu por direito!
Quero a felicidade, quero o brilho nos olhos; quero a alegria de uma criança na vida de um adulto, quero a certeza de que também serei feliz no caminho que escolher, tortuoso ou neblinado.
Quero cortar a corda, quero o "adeus" sincero, quero o "seja bem-vindo New Moment"...
E enquanto nada disso acontece e o vazio dos sonhos persiste, vou colecionando pequenos fragmentos de luz, para que em breve possa fazer brilhar a contas de alegria de um "Better than ever".

(turning the page and saying "goodbye forever")

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Carta de explicação nº 1



Ao som de "If I ain't got you", Alicia Keys

Quando eu estiver resistente em falar, não brigue comigo...
E quando eu estiver fazendo manha, não me ignore!
Ou quando eu estiver muito quieto, não se afaste...
Nem vá embora quando eu disser palavras duras demais de se ouvir.

Não seja indiferente em retribuição, quando ou for em primeiro lugar,
Também não se irrite se eu fizer uma brincadeira de mal gosto qualquer...
Ou mesmo se eu invadir sua privacidade e seus segredos!

Quando eu faço isso é porque preciso de você mais perto de mim
E me abraçando, dizendo silenciosamente que tudo ficará bem...
Faço porque preciso ver no seu olhar o carinho e o desejo para afastar a insegurança que me consome as vezes...

Finalmente, tudo isso que faço são reações do medo de te perder, por saber que não sou bom o suficiente para te ter comigo!
Então me perdoe quando meu corpo ou fala não disser o quanto eu te amo e o quanto você é importante na minha vida.

Um dia aprenderei, se não for tarde demais!

("But everything means nothing If I ain't got you")

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Hoje...


Ao som de "That's the way it is", Céline Dion

Hoje acordei mais tarde que de costume.
Como sempre, depois de Deus e da minha família, pensei e orei por você! Mesmo longe um do outro, não significa que quero o seu mal...
Já estava acostumado ao ritual estabelecido: lavar o rosto, arrumar a cama, preparar e tomar o café "na sua caneca", olhar nossa foto e continuar o dia. Tudo sempre "regado" de você em pensamento.
Mas hoje não foi exatamente assim. Não tinha "tanto você" neste ritual... troquei de caneca, por exemplo!
Claro que ainda há a lembrança dos momentos bons, assim como das palavras ditas e também dos momentos ruins... sempre está tudo junto, né?!
Mas não há mais dor. Não há ansiedade. Não há mais as lágrimas de uma saudade dolorida...
Há um vazio de um sentimento que não sei se voltará e é bem estranho sentir isso!
Os dias vão passando e minha vida vai seguindo. Não sem direção, por tudo o que sei que tenho que fazer, mas ainda sem um colorido definido!
...
Deixo sua caneca guardada para não se quebrar, não sei se por esperança, não sei se por apego. Apenas deixo ela guardada! Com o seguir, um dia ei de entender o porque.

(Diário explícito. Os pássaros se foram e deixaram apenas o ninho!)


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Diálogo explícito nº 1


Ao som de "Morada", Sandy Leah

- Por que você está me olhando - me perguntou, depois que abriu os olhos e se recuperou da tarde de amor que tivemos.
- Nada não
- O que é? Me fala?! - insistiu, com seus olhos luminosos e cheios de calor.
- Estava pensando apenas...
- Em que você estava pensando?
- Que eu tenho muito medo de te perder - falei baixando os olhos pra evitar chorar.
- Você não vai me perder, preto! Nunca... - disse, me abraçando.
- Promete? - perguntei entre desesperado e aliviado.
- Prometo.

Quase dois meses se passaram à essa tarde e meu coração repassa esse breve diálogo a cada segundo livre.
Meu coração aperta a cada frase, como se tentasse compensar a saudade e o vazio! E eu, no que consigo, tento manter firme a pequena chama da minha esperança, prendendo-me à sua promessa...

(não quebre sua promessa... por favor!)

domingo, 4 de agosto de 2013

Diálogo triste nº 1


Ao som de "When I was your man", Bruno Mars

- Pai, podemos ter uma conversa de pai pra filho? - perguntei, cabisbaixo.
- Claro, meu filho. O que há?
- O senhor ama a mamãe?
- Muito, meu filho! Mais do que consigo falar... - ele respondeu, surpreso com a pergunta.
- E quando o senhor percebeu que amava a mamãe? (olhei, mal disfarçando minha ansiedade).
- Uai filho... senti que amava sua mãe quando ela me aceitou, do jeito que eu sou, e mesmo eu não podendo dar nada para ela, ainda assim ela me quis! - respondeu, como se voltasse no tempo.
- Ah... - fiquei estranhamente triste.
- Por que, meu filho? - ele me olhava com um carinho tão grande, que não sabia como não chorar.
- Eu também estou amando, papai... - e o soluço foi mais forte.
- Mas... isso é muito bom, uai! Por que chorar se amar é bom? - tentou me consolar, sem entender porque eu chorava.
- O problema pai é que  não está adiantando eu aceitá-lo como ele é e que não tenha nada para me dar; ele não me quer como eu quero ele...

(será minha sina amar quem não me ama?)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"Você vai ter que se acostumar"


Ao som de "In your eyes", Ben Harper

Já faz uma semana desde que você terminou comigo.
Não estranhamente, os dias perderam o colorido habitual e a música da natureza já não tem o encanto que outrora eu percebia...
O que fazer desse vazio que ficou em mim e que tem o encaixe exato do seu amor?

Já faz 168 horas que não te vejo.
E tudo o que penso, me faz lembrar você: os lugares por onde passamos, as conversas sobre sustentabilidade, música e futebol, um utensílio doméstico que você queria que tivesse em nossa casa...
O que faço da coleção de canecas que estou juntando, que seriam para os cafés da manhã e noites frias com um bom chocolate quente?

Faz 10080 minutos que não sinto você.
Suas fotos, sua escova de dentes no meu armário, os livros que me deu de presente, os DVDs que me emprestou são souvenires dolorosos demais de se ver todos os dias... (e não consigo não vê-los, tampouco)
É possível arrancar fora a saudade e o amor, sem dilacerar uma vida que prometi ser sua para esta e quantas reencarnações Deus nos desse juntos?

"In your eyes I see the light and the heat"

Sinto-me afundar na escuridão e no frio pela falta da luz e do calor do seu olhar sobre mim!
Sinto-me naufragar nessa tristeza e angústia sem fim e temo que o amor não sobreviva desta vez...

(desculpe, mas não consigo me acostumar a ficar longe de você, como pediu)