Estrelas do meu céu.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Realidades disfarçadas


Ao som de "Dream On", Aerosmith

Percebi que os pesadelos tem o mesmo peso que damos às verdades que acreditamos.

Em que eu acredito? Qual o peso dessa crença?

Se não houver crença, será que o que vivo é pesadelo ou realidade?

Muitas vezes os pesadelos são tão reais que parecem constatações. As verdades não tem o mesmo tônus...

E nessa confusão emocional, mãos selvagens profanam os poços íntimos de minh'alma, excitando corpos selvagens adormecidos e motivando bestas atrozes de um lugar inominável.

Que bom é abrir os olhos e controlar as feras estranhas e estressadas!

Mas por quanto tempo elas ficarão adormecidas?

As vezes sinto que o sono da lucidez parece mais pesado... difícil acordá-lo nos momentos de necessidade moral.

E os sonhos seguem o ritmo do vento polar e variam na velocidade das fissuras erosadas, enquanto o id e o superego brigam o suficiente para enlouquecer o consciente.

Não os culpo por isso. Do velho ao novo homem é preciso disputar e combater. Só desejo que o homem certo (aquele que quero) vença, já que é preciso ter um vencedor.

Volto a dormir, novo fragmento de realidade fantástica. Sonho? Pesadelo? Não me importa!

Quem eu sou a partir dele? Apenas o que dou conta de ser na realidade à que pertenço e vivo.

Tomara que a coragem de viver a autenticidade seja a mesma de que lanço mão para escrever essas palavras torpes e pouco profundas para quem ainda não adentrou os mistérios disfarçados de uma catarse psíquica em busca de si.

(ainda não sei se Diário explícito, filosofia explícita ou mero devaneio)

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sábado, 7 de julho de 2018

Observação filosófica nº 1


Ao som de "Duras Pedras", Sandy Leah

A vida é como uma compra de supermercado: se você escolhe gastar todo seu dinheiro com os supérfluos que quer do que com o essencial que precisa, no fim da primeira semana do mês você estará faminto de algo realmente saudável e que te faça verdadeiramente bem.


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quarta-feira, 4 de julho de 2018

Simplesmente porque gosto. - parte I


Ao som de "Vogue", Madonna

Tenho tentado ser menos crítico ao longo de minha vida e confesso que é um esforço faraônico fazer mudanças nesse sentido.

Primeiro porque quando percebo, já fiz a crítica (as vezes da pior maneira possível). Segundo porque tem contextos que são difíceis de evitar criticar (ou você acha fácil sorrir e abençoar alguém que diz que votará no Bolsonaro?). E terceiro, e talvez o principal motivo, eu gosto de criticar.

Acho que nesse ponto preciso esclarecer o que eu considero crítica. Para mim, crítica é um fenômeno no qual eu observo um contexto, analiso-o sob a minha óptica, colocando-a como verdade ininterpretável e tatuo no raciocínio que é daquele jeito. Ou seja: puro egoísmo!

Voltando ao nosso amigo eleitor do Bolsonaro, é bem provável que eu o considere analfabeto político e tirar isso da minha cabeça vai ser demorado, se o padrão crítica já tiver sido estabelecido.

A crítica científica, aquela que é pautada em fatos e construções seguras e fieis da observação imparcial ou semi-parcial é minha meta de vida, pois como sujeito consciente consigo divisar o que é mais saudável para mim ao longo de minha existência. Só não tenho muito interesse em fazer isso em tudo.

Perceber esse meu gosto por criticar determinados contextos tem me possibilitado uma análise fria e calculista da minha própria conduta a maior parte das vezes, já que imediatamente quando penso e/ou falo uma crítica (do jeito que eu entendo), faço associações com minhas próprias ações, muito semelhantes às que estou criticando (com exceção de encontrar uma boa justificativa de se votar no Bolsonaro. DEUS, NÃO!).

Assim, me permito amarrar as carapuças e modificar gradativamente os distúrbios, deslizes e disfunções que produzo, já que percebo em mim o que critico violentamente no outro.

Ah, mas é indispensável maturidade para essas associações, sem medo das verdades que encontraremos no processo. A maioria dos (as) amigos (as) que tenho não apresentam tal coragem, o que faz com que fiquem estacionários na vida (isso não é uma crítica e sim uma análise constatada e comentada com os próprios).

Fico me perguntando quando o simples gosto, que vou me questionando sempre os porquês, se tornarão simples responsabilidades para, um dia, serem naturezas em mim, sobretudo aquelas tão importantes e fundamentais para a vivência saudável e harmoniosa comigo mesmo e com a sociedade.

Tomara que eu me esforce para que essa realidade almejada não demore muito!

(filosofia explícita)

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sábado, 30 de junho de 2018

Como voltar?


Ao som de "Unless It's With You", Christina Aguilera.

Olá, blog. Tudo bem com você? Quanto tempo, né?

Sei que não tem motivos para você se alegrar em me ver ou querer que eu volte aqui e escreva, como se nada tivesse acontecido.

Sei que sumi e sei também que qualquer coisa que eu disser vai soar como justificativa, porque talvez realmente seja.

Assim, não falarei muito. Apenas me desculpe! Quero voltar a ser seu amigo e sentir que ainda é meu amigo. Podemos tentar?

Vou confessar que queria ter sido mais presente, várias vezes e de várias formas mas percebi, com o tempo, que algo em mim me prendia de vir aqui.

Não... a culpa não é sua! Nunca seria. Não pense assim. Vai parecer clichê, mas não foi você, fui eu.

E sabe o que é mais engraçado? Sem estar contigo tão constante como antes, me percebi mudar.

"Como?" Vou tentar explicar e me perdoe se não conseguir (acho que perdi um pouco a habilidade de escrever).

Sinto que não sou tão mais sensível como antes. Os sentimentos e emoções, antigamente, estavam à flor da pele e apresentá-los era uma necessidade e um prazer. Hoje sou quase uma ostra, guardando em mim pérolas que só tem sentido quando apresentadas ao mundo.

Meus próprios amigos e familiares se queixam de como eu estou duro e brutal. Não demonstro, CLA-RO! Como diria Erasmo Carlos: "eu tenho que manter a minha fama de mau".

Mas quando essa fama sobrepujou o homem sensível, delicado e honesto que eu fui?

A distância de você também me trouxe sintomas fisiológicos. Dores por todo o corpo, tensões sem precedentes e a ingrata insônia. Sei que essa última eu já tinha, mas todos os dias ela vir me visitar, não está sendo legal.

"Por que eu não faço terapia?" Mas eu faço! Só que a regularidade não é como eu desejo e minha terapeuta diz que sou muito maduro, que não tenho que ir semanalmente.

"Se eu não estou com ansiedade ou depressão?" Já cogitei, mas os médicos que procurei não disseram nada nesse sentido. Justamente o contrário: "sua saúde mental é de dar inveja". Será que eles estavam sendo irônicos?

O fato é que não me sinto o mesmo Éverton de antes e as características que perdi me fazem falta!

Quero a doçura no meu olhar e o amor no meu verbo de novo.

Não que a nova maneira tenha me prejudicado profissionalmente. Engraçado que parece ser o oposto.

Estou mais bem-sucedido pela dureza e franqueza sem precedentes! Quem entende?

Mas não estou falando dos outros e sim de mim.

Será que pode me ajudar a voltar? Será que pode me ajudar a descobrir como e por onde começo?

*

Essa noite eu sonhei que você me abraçava com braços de palavras amorosas e respirava em meu pescoço com pronomes de ser, falando em meu ouvido os verbos de poder, para que eu me aquietasse e apenas seguisse para a felicidade.

Acordei com um nó na garganta e lágrimas que segurei para não ser fraco. E só de escrever tudo isso em você, já me percebo e permito as lágrimas vindo com vontade e franqueza.

Obrigado por elas!

Até semana que vem (ou essa ainda, se eu for um pouco mais organizado).

Sempre contigo (de novo),

Éverton.


P.S.: Me grite se por acaso eu desaparecer, mas algo me diz que não vai mais acontecer!

(sentimento explícito e diário quase explícito)


*Gostou do que leu? Não gostou? Deixe um comentário que me ajudará muito!*

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Atualizando as definições de amor em 3, 2, 1...



Ao som de "Rien n'est vraiment fini", Céline Dion

Durante muito tempo não escrevi aqui, seja por uma leve (grande) preguiça que me dominava, seja pela desnecessidade de trazer o que se passava em minh'alma, visto que preferi elaborar meus sentimentos e vazios de maneira diferente da palavra escrita que legava a este espaço.

Mas hoje volto para retomar um lugar que é tão meu e onde me sinto aceito como sou e estou.

Parecem estranhas certas necessidades que colocamos para nós: o sentir-se aceito, sentir-se amado, sentir-se desejado e as vezes sentir-se, inclusive, um pouco como não se é - esta última acredito sinceramente que seja para fazer um equilíbrio e verificar se "quem se é" ainda é bom o suficiente para ser mantido..

Essas necessidades tão inerentes e construídas (na mesma intensidade) as vezes me consomem; não seria justo dize que não percebo atitudes de amor e carinho, bem como seria hipocrisia afirmar que sempre aceito o que me é dado do jeito que vem... é uma linha tênue entre um e outro e não estou disposto a entender o limite entre uma esfera e outra.

Apenas (e na minha visão egoísta de agora) gostaria de ser valorizado... ser lido com olhos de compreensão, ouvido com ouvidos de atenção, falado com boca de valorização e tocado com mãos de consolação, para aplacar as inseguranças e vazios que me dominam.

Mas desconheço quem faça isso nos dias de hoje... os que compartilham os momentos comigo, mal conseguem esgueirar-se de seus egocentrismos e inseguranças para dizer o que sentem e querem de verdade (quem dirá para dizer que me amam - se é que sentem por mim tal sentimento)...

Percebo que não posso esperar de outros o colo semelhante ao de minha mãe e de meu pai, do mesmo modo que não posso esperar o cuidado como do anjo que me vela todas as noites.

Posso apenas esperar ser merecedor, um dia, de tais mimos.

E, até lá, vou colocando-me em meu lugar de insignificância, aceitando (quase) calado as ferroadas que aparentemente preciso levar e calejar o corpo-sentimento para o porvir.

(sentimento explícito, depois de muito tempo...)

sábado, 17 de maio de 2014

Hoje eu só queria um abraço


Ao som de "Esconderijo", Sandy Leah

Hoje eu queria um abraço...
Um que fosse sem tempo ou lugar determinado;
Daqueles sem segundas ou outras intenções que não o encontro com outro abraço...

Um abraço que pudesse acalentar meu coração descompassado
Ou quem sabe confortar meu medo insensato (será?)
Talvez até um abraço que dissesse "não se preocupe, que estou com você"!

Mas abraços assim não se encontram nas esquinas
Ou sequer são vendidos nas mercearias...

Não!
Esse tipo de abraço deve ser ofertado...
Vir do fundo do coração - ou da boa intenção - de quem se dispõe a abraçar.

Pedir tiraria todo o sentido do encontro, ou mesmo o prazer da surpresa de um abraço bem dado.

Um abraço tem que ser conquistado!
Tem que ser dado como se se quisesse tocar os corações pelo lado de dentro
Enquanto se sente o calor e o toque do outro abraço que te envolve o corpo, como se fosse seu conhecido de longos anos...

E mesmo sabendo tudo isso, eu ainda queria um abraço...

(para esses dias frios e tristes... infelizmente ficará no sonho)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Vale a pena


Ao som de "Only Time", Enya

Quando te disserem "É fácil amar", ria da cara da pessoa porque amar requer renuncia, desprendimento, passar por cima das dores e irritações, doação constante, desapego e força de vontade em respeitar os defeitos do outro (e isso é sempre difícil de fazer). Mas quando te disserem "Vale a pena amar", esqueça todas as dificuldades anteriores, sorria pra pessoa e siga de mãos dadas com a paixão e o perdão.

(Vale a pena amar, mesmo nas dores...)

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Barba branca


Ao som de "Preto Velho", Secos & Molhados

Era um fio...
     Pelo menos de onde reparei.
Um fio de simples representação de um passado que deixou marcas
     De tudo pelo que já passei, de tudo que já pensei, de tudo que esperei...

Era apenas um fio!
      Um significativo fio branco
A rememorar um mundo de cores e sabores
       A trazer de volta saudades e pesares que me tornam o que sou!

É um fio branco...
       Pelo menos até agora...

(mais fios virão, se Deus quiser)

terça-feira, 5 de novembro de 2013

If I could


Ao som de "Breakaway", Céline Dion

Os sonos tem sido vazios.
Nem sensações de sonhos, nem lembranças de sentimentos... apenas vazios!
Onde outrora havia sentido e desejo, hoje habita a escuridão letárgica que assola a mente desesperada por "something new"...
E é tão estranho como funciona o corpo nesses casos: fica alerta, como se uma descarga elétrica passasse constantemente por ele à espera de um sinal do céu para que o querer agarre com mão de ferro a ponta solta de um destino qualquer.
Será que faz sentido abraçar um novo destino se o outro ainda me chama para suas trilhas tortuosas? Sinto que ainda quero segui-lo...
Será que consigo cortar a corda do futuro que vai sem mim e seguir por outro caminho ainda neblinado, de um destino que nem sei se é o meu?
Será que estou disposto a passar por todos os percalços, me entregando à irracionalidade de uma esperança infantil?
...
Não quero uma ponta solta de um destino qualquer. Quero o que é meu por direito!
Quero a felicidade, quero o brilho nos olhos; quero a alegria de uma criança na vida de um adulto, quero a certeza de que também serei feliz no caminho que escolher, tortuoso ou neblinado.
Quero cortar a corda, quero o "adeus" sincero, quero o "seja bem-vindo New Moment"...
E enquanto nada disso acontece e o vazio dos sonhos persiste, vou colecionando pequenos fragmentos de luz, para que em breve possa fazer brilhar a contas de alegria de um "Better than ever".

(turning the page and saying "goodbye forever")

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Carta de explicação nº 1



Ao som de "If I ain't got you", Alicia Keys

Quando eu estiver resistente em falar, não brigue comigo...
E quando eu estiver fazendo manha, não me ignore!
Ou quando eu estiver muito quieto, não se afaste...
Nem vá embora quando eu disser palavras duras demais de se ouvir.

Não seja indiferente em retribuição, quando ou for em primeiro lugar,
Também não se irrite se eu fizer uma brincadeira de mal gosto qualquer...
Ou mesmo se eu invadir sua privacidade e seus segredos!

Quando eu faço isso é porque preciso de você mais perto de mim
E me abraçando, dizendo silenciosamente que tudo ficará bem...
Faço porque preciso ver no seu olhar o carinho e o desejo para afastar a insegurança que me consome as vezes...

Finalmente, tudo isso que faço são reações do medo de te perder, por saber que não sou bom o suficiente para te ter comigo!
Então me perdoe quando meu corpo ou fala não disser o quanto eu te amo e o quanto você é importante na minha vida.

Um dia aprenderei, se não for tarde demais!

("But everything means nothing If I ain't got you")