Estrelas do meu céu...

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Verdade inconteste (pra mim) nº 1


Ao som de "Best friend", Amy Winehouse

Não me chame de amigo se não for este o sentimento que tem por mim, da mesma maneira que não te chamarei de algo que eu realmente não sentir ser verdade!

(precisou ser dito!)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Frase sentimental nº 27


Ao som de "L'amour existe encore", Céline Dion


Não me deixe navegar pelos sonhos sem sua mão firme a direcionar meu leme... assim saberei que chegarei ao porto-amor apesar das tempestades de carência e tristeza!

(tá dificil tudo isso... que fazer?)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Saudades de casa


Ao som de "It's time", Imagine Dragons (Glee version)

As vezes a solidão bate mais forte. E ai eu choro.
Sem ninguém com quem conversar, ninguém para simplesmente olhar nos meus olhos e dizer que ficará tudo bem, fica simplesmente difícil acreditar que fiz uma boa escolha vindo para cá! É tanta gente preocupada consigo mesma... e eu estou tão sozinho.
Meus irmãos aqui são um alento, mesmo que a maior parte do tempo estão preocupados com eles mesmos... não os culpo! Depois de tantos anos sem um contato direto e constante comigo, é um redescobrir   a relação familiar; e por minha vez tento não ficar no caminho das vidas deles, pois não seria justo. Mas e quando eu precisar de um abraço ou simplesmente um olhar? O que faço?
Sei que deveria ser forte, afinal foi minha escolha. Mas será que alguém entende todas as renúncias que fiz para chegar até aqui? Não tenho mais meu amuleto para me tirar do estado de desespero; agora é "eu por mim mesmo".
Para mim é simplesmente difícil estar aqui! Não que as oportunidades não sejam incríveis e cada dia não me desafie a me tornar um pouco melhor do que já fui... estou aprendendo muito longe dos meus pais, dos meus outros irmãos, dos meus melhores amigos, de muitas pessoas e situações que me confortavam e me deixavam plenamente feliz! Mas... dói...
Não quero ir embora... isso não! Apenas gostaria que essa sensação de solidão e vazio fossem embora e, no lugar, eu fosse preenchido pela alegria que possuía antes.
Chegar ao topo é mais complexo que eu imaginava nas minhas deliciosas fantasias juvenis e, como adulto, sinto o peso da idade e o tempo que passa sem que eu tenha conquistado muita coisa... nem dinheiro, nem sucesso, nem alegria... talvez amor, mas este também está difícil pela distância...
Ah, a distância, essa vilã!
Parece que tudo se resume a ela, que separa corações e felicidades de mim.
Que te fiz, arma maldita da vontade, para que me dardejasse com tanta força, sem que eu pudesse ao menos proteger-me minimamente?
...
Tenho saudades de casa.
Saudades de acordar com o cheiro do café na cozinha, feito pela minha mãe; meus cachorrinhos fazendo algazarra quando me viam; meu pai com sua carranca matinal me abençoando o dia; minha irmã com sua divertidíssima dificuldades de acordar; meu irmão com seus monossílabos de início de dia!
Tenho saudade das conversas com o Breniquito, até tarde da noite, no portão de casa; das aulas de ballet no Studio da Ju, dos conselhos que ela me dava em relação ao meu coração sempre a procura de um dono; tenho saudade das peraltices das meninas nos ensaios, sempre com uma piada besta que me fazia rir pela idiotice que era...
Sinto saudade de sentar no banco da praça da Lagoa, sentindo o vento bater em meu rosto enquanto eu lia um romance qualquer. Sinto falta das atividades intermináveis da casa espírita, que me tornavam um homem melhor.
...
Sinto saudades de uma vida que já não é mais minha, pois que mesmo voltando, nunca será como antes. Sei disso pelas poucas visitas que faço à minha terra...
Sinto faltas de um Éverton que já não existe e que está morrendo de medo de se tornar o "Novo Éverton", que possui muito do passado, mas abriu a vida para o futuro e não está aceitando muito o que vê.
Sinto falta... mesmo sabendo que a jornada é solitária!
Apenas podia doer menos, né?

(depois de tanto chorar, recomeçando a escalada para o topo)

domingo, 21 de outubro de 2012

"Emputecido" part I - Escolarização


Ao som de "O quereres",  Caetano Veloso

Sabe o que me irrita em uma parte dos trabalhadores do serviço público ou dos teóricos e idealizadores de projetos "sociais"? A quantidade de merda baboseira que falam.
Antes, contudo, de eu relatar o ocorrido, deixe-me esclarecer certos detalhes pra tornar mais claro o meu "emputecimento":

1 - Acho inútil certos treinamentos em que a explicação de um serviço projeta o ideal e não o real do que acontece no dia-a-dia;
2 - Reuniões depois do almoço são inúteis para a maioria, porque estudos comprovam que o raciocínio fica mais devagar uma vez que está acontecendo a digestão. Logo, ninguém presta atenção de verdade estando com o estomago cheio, no calor da tarde e num falatório interminável;
3 - Detesto conclusões, como diria meu gerente, simplistas demais.

Dito isto, vamos ao acontecido.
Nesta terça-feira, dia 16/10, houve reunião intersetorial no meu serviço, evento que já está acontecendo há algumas semanas. Nele, cada serviço da Regional explica os objetivos, a metodologia e o alcance do seu setor. Tudo para tentar facilitar nosso trabalho no que se refere aos tramites e entradas burocráticas do sistema governamental.
Como eu tinha dito, reuniões à tarde são um saco. Junte isso com o fato de ser após o almoço (banzo indiscutível), num calor de 32º C (de estado de obnubilação para transe irrefreável) e com alguém que consegue falar mais monotonamente que o Lula Molusco (de transe para catatonia em 3, 2, 1...)... Imaginou? Pois é... esse era o meu estado na reunião: mais dormindo que acordado (não tenho vergonha de admitir que estava terrivelmente chato).
Contudo, entre o cochilar e um despertar, mesmo com meus colegas mais disciplinados, ou mais hipócritas, rindo da minha situação, acabei ouvindo algo que me despertou completamente. Assim como uma descarga elétrica percorrendo em alta velocidade um corpo metálico, aquela frase trouxe em mim um desconforto imenso, tamanha foi minha incredulidade.
A senhora que coordena o programa "Família-Escola" em minha unidade (que por mero respeito não direi o nome dela ou a qual unidade pertenço) disse exatamente assim:

"- Graças ao governo, as crianças estão entrando cada dia mais cedo na escola, com 3 ou 4 anos de idade, e dessa maneira a gente comprova que a população está mudando para melhor em qualidade moral e para uma educação de qualidade, que está cada dia mais forte e segura..."

Durante alguns minutos, sem que eu consiga precisar quantos, fiquei olhando bem para aquela senhora que certamente vem de longos anos dentro da área da educação. Talvez mais anos que eu tenho de vida. Percebia naquele olhar firme as inúmeras batalhas que ela viveu dentro da área educacional. Porém, não conseguia crer que ela mantinha seu discurso a favor deste posicionamento.
Talvez você que me lê esteja achando que não sou otimista ou que não compreendo a situação como um todo. Digo que sou otimista, mas não sou bobo e sim, eu compreendo a situação de uma ótica mais ampla que muitos outros.
Sou "fruto" do sistema educacional, uma vez que toda a minha família é composta de professores (pai, mãe, irmãs, tias, primos...) e eu mesmo tenho uma "queda" profissional pela área da educação. Aliado a isso, como psicólogo, consigo perceber certas nuances no "fazer a vida" que outros profissionais não consegue. Talvez por este último motivo não aceito que digam que colocar uma criança mais cedo na escola resolva os problemas morais da sociedade brasileira e tão pouco faça com que a educação seja de qualidade. Se fosse assim tão simples, era só colocar as crianças em tempo integral na escola, assim que nascessem, que nenhum outro problema social haveria.
A prática mostra exatamente o contrário!
Infelizmente vivemos um momento em que os pais estão jogando a responsabilidade da educação de seus filhos às instituições educativas, dispensando todos os momentos que poderiam estar com seus filhos. E as escolas, na figura de seus funcionários, não conseguem nada além de banalização popular e governamental, mixarias como salários, escárnio do alunado, desrespeito das outras classes trabalhadoras e sobrecarga dos pais irracionais e incompreensíveis.
Para os pais a situação é agravada com os aumentos irracionais dos impostos e juros, a estagnação dos salários, a necessidade de sustentar a família e, desculpe a todos, o querer ter mais do que ser, faz com que eles, essas pessoas, se afastem cada vez mais do convívio familiar por não saberem nem mesmo o que querem para si próprios.
Quantas não foram as vezes que eu ouvi: "nossa, mas não dá pra ficar com meu filho durante as férias também não?" ou "Eu trabalho o dia inteiro e o merdinha ainda fica me enchendo o saco quando chego em casa!". Nesses momentos eu digo: "- Por que você não segurou a sua (o seu) perereca/pau libido e usou preservatívo? Não adianta culpar seu filho porque ele sente a sua falta mesmo" (claro que na mesma hora eu começo a rezar e, com todo carinho que tenho por ele, o anjo da guarda que se vire, rs, mas não vou deixar de falar o que aquela mãe ou pai precisam ouvir).

...

Não é colocando as crianças mais cedo nas escolas que faremos homens e mulheres desenvolvidos, muito menos gabaritaremos a qualidade da educação. Isso será conquistado quando os filhos puderem se entrosar afetiva e sinceramente com seus pais e quando os pais conseguirem se permitir viver momentos tão únicos quanto cuidar e criar uma criança e entregarem-se plenamente na beleza desta construção divina.
Espero sinceramente que um dia a hipocrisia deixe de fazer parte das reuniões nos planejamentos do desenvolvimento social para dar lugar à lucidez e à vontade de fazer e mudar uma realidade sofrida.
Espero desesperadamente que os sujeitos sejam mais humanos a ponto de viverem suas relações de maneira saudável e temporal, aproveitando ao máximo aquela companhia e sentindo-se abençoado por desfrutá-la.
É na força da relação amorosamente sã que veremos crescer pessoas, povos e civilizações moralmente maduros e, por que não dizer, verdadeiramente cristãos. Anseio esses dias...


(acho que estou melhor depois de ter escrito isso, mesmo que sem colocar tudo o que era necessário; quem quiser, me procure depois no msn ou twitter pra conversarmos mais e melhor)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dica "bacana" nº 3


Ao som de "Everybody's Fool", Evanescence

Quando as palavras não vem embebidas de atitudes e provas sinceras, esqueça-as. Sua tranquilidade é mais importante que a "alegria" que brota desta flor de vento!

(para quem está confuso e indeciso... vivencie, mas liberte-se em seguida!)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

"Apenas pensando" nº 1


Ao som de "Barely Breathing", Ducan Sheik (Glee version)

Chore.
   É o melhor a fazer quando o coração doi...
     Destrua...
        Deixe que as ilusões, as incertezas e as angústias esfacelem-se e sejam levadas pelo tempo.
           Espere!
             Nada além da esperança pode fazer parte de nós, quando as núves anunciam uma tempestade...
                Medo?
                   Não... não é o melhor amigo. Liberte-se dele e simplesmente viva a partir deste novo momento.
                     E, depois, feche os olhos e durma para que o novo dia chegue trazendo um novo sorriso, belo como o nascer do sol!

(algum dia vai fazer sentido...)

domingo, 7 de outubro de 2012

Dica "bacana" nº2


Ao som de "Missing", Evanescence

Sabe o que deu errado nos seus relacionamentos? Você esqueceu de você e viveu para o outro, quando deveria ter vivido para você e COM o outro!

(aprendamos a sutil arte de equilibrar nossa vida com a do outro que amamos, para nenhuma das partes morrer)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Dica "bacana" nº 1


Ao som de "Material girl", Madonna

Quer me conquistar? Então, pare de ser irritantemente bajulador! Assim fica mais fácil saber quem é você e saber se te quero de verdade.

(para quem tem problemas nessa área; apenas a primeira de uma série...)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Para evitar... indecisões no futuro


Ao som de "Wasted Years", Maroon 5

E se algum dia eu não conseguir ser mais do que um humano comum (que erra, falha e tenta sempre)
Usurpe de sua memória para seu coração as coisas boas que fiz, faço e farei...

Tente perceber que mesmo entre os erros e as dificuldades, as irritações e discussões
Estou sempre ao seu lado, sendo seu como nunca fui para ninguém

Assim, quando a vontade de me tirar do seu coração bater com força, sufoque e arranque-a!
Mire fundo meu olhar, perceba que me quer como te quero - ou até mais - e aqueça-nos com esse amor
Outrora, quando as muitas luas passarem, perceberemos que fomos mais forte que o medo e a solidão!

(sensação ruim que acordei... mas sei que o amor é muito mais forte!)

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Pedido sentimental nº 2


Ao som de "Insatiable", Savage Garden

Vamos?
   eternidade?
     a
       toda
         por
            feliz
              ser
                e
                  fugir
                    gente
                       a
                         se
                           tal
                             Que

(Entendeu? Não? Então, leia de baixo pra cima! rsrsrsrsrsrs)

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Frase sentimental nº 26


Ao som de "To be with you", David Archuleta

Vem! Estou aqui. Enlace-me e leve-me.. Não me deixe afundar na carência de você, que não te deixo vagar sem rumo para oceano da solidão sem fim...

(tô carente hoje...  :/)

sábado, 11 de agosto de 2012

Momento engraçado nº 2


Ao som de "Maria Mole", Rita Lee

Belo Horizonte, hora do hush!
Ônibus lotado. Leve engarrafamento. Olho para um carro e... ali está. Olho para o seguinte e... também está. Olho para o outro lado do "busão" e... nos carros pareados também vejo...
Não tem jeito! Quanto mais eu rezo pra não ver, mais vezes vejo motoristas, quando parados no sinal ou engarrafamento, com os dedos nos narizes, olhar vago, pensando na vida e retirando a bendita meleca... eca!

(kkkkkkkkkkkkkkkkkkk... fato constante da minha atual realidade)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Vou na balada pra tirar a camisa!


Ao som de "Vogue", Madonna

A rotina é simples assim:

Acorda cedo, toma uma ducha, engole um café apressado e corre pra rua.
Verifica incontáveis lojas, dos mais variados tipos e gostos, experimenta todas as roupas dos mostruários e quando, em um momento divino, o sol parece brilhar sobre o look perfeito (jeans escura, sapatenis, cinto, nova colônia... atenção mais que especial para a camiseta regata com estampa discreta), não pensa duas vezes e compra tudo em 10 vezes no cartão. O valor? De que importa... o importante é causar!
Volta pra casa com sorriso de orelha a orelha! Antes de almoçar, se veste novamente só pra ter certeza que está perfeito!
Almoça, tira um cochilo, acorda feliz, olha pra roupa com admiração e felicidades sem fim! Toma outra ducha. Vai para o quarto de toalha em volta da cintura, ensaia alguns passinhos ao som de uma música agitada tocada no celular. Veste algo casual e sai pra "tomar umas" com a galera e combinar tudo para "mais tarde".
Risadas altas, bebidas, antigas amizades, NOVAS amizades (muito importantes para mais tarde)... tudo indo nos conformes. Por volta das 18:00 horas, troca alguns telefones e olhares, se despede demoradamente com uma saideira de mais 30 minutos e segue o caminho de casa.
Mais um cochilo (quase um sono completo), banho demorado (like Lady Di) e novos passinhos de dança.
Neste momento a ansiedade toma conta: se perfuma da cabeça aos pés com a nova colônia, mais de uma vez (acho que não dará para mais de 3 semanas), escolhe a cueca que deixa tudo mais sensual, veste a calça como quem faz um streep, meias e sapatenis, arruma o cabelo e, então, veste a abençoada camiseta!
Gira em frente ao espelho excitado. Toma cuidado para ver se o perfume não foi pouco (retoques nunca são demais), olha de novo o cabelo e alisa demasiadamente a camisa.
Uma última olhada, pega carteira, as chaves de casa e saí, dando um beijo apressado na mãe.
Na rua, com um andar de gato se exibindo, liga para todos os amigos com quem marcou e combina um lugar de se encontrarem.
Tudo vai bem! Os olhares comprovam que a escolha da roupa foi acertada. Se permite um sorriso matreiro e um olhar mais safado... "hoje a noite é minha!", pensa sem falsa modéstia!
Na esquina combinada, cumprimenta os amigos, todos com sorrisos satisfeitos de suas escolhas de looks, e andam os metros que faltam para a boate, sedentos por uma noite de dança, diversão e prazer!
A fila é um local de inspeção: anda várias vezes para avaliar o terreno, dando diversas olhadas para memorizar as possibilidades da noite. Entra.
Música animada, fumaça de gelo seco, bebidas, danças, olhares... o corpo se movendo de maneira discontraida e sensual nas batidas da musica eletrônica; mas a noite ainda não está como deve estar.
Um comixão começa a incomodar. A camisa parece pesar, coçar e arder, tudo ao mesmo tempo! Muitos olhares ajudam e a dúvida não aparece: hora de tirar a camisa!
Passa a mão nos musculos, olha safadamente para o mais próximo, molha os lábios e vai à caça.
Agora sim a noite começou...

(para aqueles que compram, ainda não sei porque, e tiram roupas nas baladas... rsrsrsrsrsrsrs)

terça-feira, 31 de julho de 2012

Pedido sentimental nº 1


Ao som de "Marry You", Bruno Mars

Casa comigo?

Porque, sem você em minha vida... 

                                                                                 não existiriam cores no mundo,

nem cheiros no ar,

                                         nem brilhos nos olhos,

           nem sons nos sorrisos,

                                                                                                         nem suspiros no amor!

Não existiria nada além de um grande vazio...

E então: casa comigo?

(aguardo resposta, rsrsrsrsrs)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Momento "Você" - parte 1


Ao som de "Zero Gravity",  David Archuleta

Vi nascer o sol em seu sorriso, e
Imaginei sentir a vida mais leve e clara... será?!
Criei sonhos de amor e felicidade com certo medo de errar, mas
Transformando sensações em emoções mais fortes (amor!!!),
Orientei assim minha vida para estar na sua e, por ti,
Recriei sonhos de amor e felicidade.... agora sem fim!

Hoje entendo a grandeza desse sentimento não estranho!
Unjo-me de você, de corpo e alma, e
Guio meu coração no frenesi de uma paixão nova...
Original naquilo que vivemos, atemporal no tempo que a levamos...

Sou seu como jamais serei de ninguém.
Ouça a chuva de amor que fiz derramar sobre seu coração... ouviu?!
Ultrapassei a força simples da paixão para ser amor-puro
Senti meu mundo colorir seu rosto em todos os lugares, inclusive em meu coração!
Aprendi, contudo, a viver com a distancia de você, desejando que seja breve...

E, se posso pedir algo para você, não consigo penser em nada além de:

Segue comigo pela trilha do amor?!
Inventa um motivo de não me deixar nunca mais...
Leva contigo meu coração e muito mais?!
Viaja além do pensamento e me dá calor...
Abre em nós o felizes-para-sempre e vamos ser...

- continua... - 

(pra você gostar mais de mim)

terça-feira, 24 de julho de 2012

Underdog

"A pair of shoes 1887", Van Gogh

Ao som de "Loser like me", Glee

"Avesso" do mundo, "aberração", "de mau gosto", "preto, pobre, psicólogo e Espírita", "arrogante", "inteligente", "sensível", "bailarino" e tantas outras definições que me deram.
Estranho como foi fácil receber todas essas, como posso dizer... considerações ao longo da vida! Mais estranho ainda é perceber como as pessoas se definem ao tentar definir o outro (nem sempre)...
Contudo, fico triste pelo jeito que me descrevem; sou mais e muuuuuuuuito pior do que dizem e pensam e, analisando atentamente, sou ainda melhor do que acreditam e conseguem perceber.
Mas não reclamo! Por todas essas definições sei a que velocidade caminho no mundo. Por elas também, vejo que faço parte das minorias!
Engraçado... percebi que isso, na verdade, não me importa. Gosto de ser assim, exclusivo e único e que, na verdade, todos os que criticam gostariam de ser um pouco como eu ou, no mínimo, ter uma parte de mim em suas vidas.
Desculpe, mas é pra poucos!  ;-)

("You wanna be a loser like me")

terça-feira, 22 de maio de 2012

Feliz "desaniversário" pra mim


Ao som de " The unbirthday song", Disney (Alice in Wonderland)

sorriso
  alegria
    esperança
      excitação
        devaneio
          emoção
            dúvida
              entrega
                partilha
                  dor
                    choro
                      diferença
                        gosto
                          repulsa
                           compreensão
                             possibilidades
                               improvisos
                                 realidades
                                  desejos
                                    sentimentos
                                      medo
                                         mundo
                                            maneira
                                               sonho
                                                 gozo
                                                   fosso
                                                     vida
                                                       EU!

Nesses dois anos de blog, que é parte exclusiva de minh'alma, onde muitas emoções foram expressas e partilhadas, desejo apenas um "Feliz Desaniversário pra mim"!!!

(que mais alguns anos de tudo isso que eu escrevi e muito mais venham!!!)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Frase destrutiva nº 4

Ao som de "Fade Away", Céline Dion

Quando não sentir mais a dor pungente que dilacera escruciantemente o coração, sê feliz: a ferida virou calo e ele, por mais que nunca desapareça, não vai te deixar sofrer e chorar mais...

(dia virá, se continuar nesse rítmo, que todo o coração será um grande "calo")

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Traição nº 1


Ao som de "Jar of hearts", Christina Perri 

O melhor de ser traido é poder, sem remorso, comer quanto chocolate e sorvete quiser, chorar como criança em uma comédia, amargurar profundamente, sentir que o mundo não faz mais sentido e saber que ninguém vai te repreender por isso!

#dica: viva intensamente cada um desses momentos e parta pra outra, porque o (a) canália que fez isso com você, não merece muito tempo do seu sofrimento!

(para as fases iniciais do processo)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Para lembrar de momentos bons - 1º momento: o encontro


Ao som de "The colour of my love", Céline Dion

- Alô, quem fala?
- Éverton e você?
- Ooii! (excitação do outro lado); é ... Acabamos de nos conhecer na net.
- Opa! Beleza? (minha excitação ao ouvir a voz).
- Voz bonita... (risos sem graça)
- A sua também é muito (risos sapecas)
- Você é de Lagoa da Prata mesmo?
- Sou sim... de onde é o seu DDD?
- Ah, é de...
- Nossa! Longe...
(um pouco mais de conversa)
- Você "tá" de boa? Podemos nos encontrar agora?
- Uai, podemos sim. Me dá só uns 15 minutos para o banho? (certa insegurança na voz)
- Dô sim, sem problemas. E nos encontramos onde?
- Perto da rodoviária, pode ser?
- Claro! Te aguardo então. (excitação na voz)

(momento ducha rápida - 30 minutos, rs)
"Não acredito que estou fazendo isso... vou encontrar alguém que conheci na net ha menos de 10 minutos... eu tô ficando doido mesmo" - ria de mim pelo desejo, excitação e medo tudo misturado

...

- Oi! Você não vem mais? (certa tristeza)
- Oi! Vou sim... é que "garrou" aqui, mas já tô indo! (certa vergonha)
- Ok... te aguardo. (expectativa)

... (mais 15 minutos)

- Oi! Desculpa te incomodar de novo, mas se estiver muito difícil aí pra você, podemos marcar pra outra hora ou dia... (um tanto decepcionado)
- Não, não! Calma. Acabei de sair de casa. Chegou aí em 1 minuto. (certo desespero)
- Ah é?! (novo ânimo) Estou rodeando o quarteirão por conta dos parentes que moram perto. Mas estou indo pra rodoviária então.
- Tá certo. Tô chegando.

... (3 minutos depois)

- Cadê você? Não estou te vendo. (preocupado com um possível trote)
- Estou chegando... como você está?
- Estou com uma camisa xadrez verde e você?
- Tá certo!

Desligou o fone. Comecei a girar em volta de mim para tentar ver de que lado vinha. Te vi: óculos escuros, camisa polo azul marinho, jeans, sapatos pretos, cabelo algo casual.
Meu sorriso surgiu naturalmente ao te ver e meu coração disse, entre um palpitar e outro: "vai ser algo muito bom"!

- continua... -
(Diário explícito! Feito para você que sempre estará no meu coração... a saudade bateu hoje - 30 -  no dia exato do nosso primeiro encontro)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Preciso de... um abraço de verdade


Ao som de "Falling", David Archuleta

Preciso de um abraço.
Daquele de me prender; daquele onde eu possa me perder nos braços e encostrar minha cabeça no ombro, e chorar a falta que sinto e esquecer que o tempo existe...
Preciso mesmo de um abraço.
Daquele abraço que me acalenta as amarguras e proteger da dor; daquele de me aquecer com o próprio calor e envolver qual cobertor...
Preciso desesperadamente de um abraço.
E quem sabe quando seguro, aquecido e perdido nele, eu me encontre um pouco e me sinta bem!

(tô esperando já!)

terça-feira, 27 de março de 2012

Suborno Vs Reconhecimento


Ao som de "Unimultiplicidade",  Ana Carolina

Conversando com meu amigo ontem (eu "mais pra lá do que pra cá" de cansaço mental), comentávamos sobre a festa de aniversário dele: os pontos positivos, os pontos negativos, os pontos positivíssimos (rs)... eu praticamente só escutava porque estava sem muito em mente (o cansaço realmente era muito grande). Eis que, durante sua fala, quase um monólogo, ele me diz:

- Sabe Evérto (é assim que ele me chama), no di-dia (ele é um pouco gago) do meu aniver-versário, eu pedi pra do-dona ... (sigilo) para fazer um praato bem grande de churraasco e pão de alho assado e fui ali no quartel levar proos policiais."
- Uai, pra quê?
- Po-porque eu conheço um deles... e-ele fez Karatê comigo. Ai eu fui lá procurando por ele (O-o Cabo ... tá aí? É que eu vim dei-deixar esse prato de chu-churrasco pra ele e pra vocês). E-eles são bacanas. Ai a gente ficou até 3 da ma-manhã com música, de boa...
- Isso é suborno. - disse entre um riso e outro.
- Nã-não é suboorno. É um re-reconhecimento do trabalho que eles estão faazendo. O quarteirão está mais tranquilo...

Ri um pouco mais e continuamos falando sobre outros assuntos até eu voltar pra casa. Mas permaneceu este incômodo.
Todos sabem que, tirando os locais com alvará e permissão concedida antecipadamente, é proibido qualquer tipo de ruído acima de 45 decibéis a partir das 22 até as 7 da manhã (Dec. Lei 292/2000, de 14 de novembro, art.° 10.° do Código Civil). Todos sabem também, com as devidas exceções, que policiais são profissionais arrogantes e cheios de pompa quando o assunto é tentar manter a "ordem", usando grande parte das vezes métodos estúpidos, brutos e pouco eficazes.
Contudo, sem querer levantar a questão se eles terem moral suficiente pra fazer isso apenas por serem profissionais, questionei-me o tempo todo se o fato de terem deixado um tanto de adolescentes e jovens adultos continuarem a algazarra, nos fundos de uma casa, atrapalhando os vizinhos com crianças pequenas e velhos, sem falar nada não estaria diretamente ligada ao fato de meu amigo ter dado um "presentinho" para eles.
Que dentro da polícia (Civil, Militar e Federal) há corrupção, isso não é dúvida pra ninguém, nem para quem gosta de "tapar o sol com a peneira". Contudo, me alertou para o fato de que os grandes crimes e calamidades começam com pequenos atos. Aceitar o churrasco como paga ao "não perturbe minha festa" é apenas o inicio para os subornos nos casos dos tráficos, liberação ao tráfico e outros delitos ainda maiores.
Ora, cumprir com a Lei não é o dever deles enquanto profissionais? Não deveriam eles, mesmo recebendo um agrado, ter chegando e pedido para o volume da música ser diminuído para não atrapalhar os demais moradores da vizinhança?
Meu amigo não teve intenção consciente de subornar os policiais no Batalhão ao lado da casa dele, mas foi o que aconteceu subjetivamente e, mesmo que fosse uma atitude de puro reconhecimento e gratidão pela segurança e tranquilidade que o quarteirão vivia, novamente os mesmos não deveria aceitar senão as palavras de agradecimento, pois que não fazem mais que o seu dever em manter a segurança da população; presentes (mesmo que churrasco) deveria ser dispensado.
Para mim, em termos gerais, houve suborno, mesmo que subjetivo, da parte do meu amigo, como também em outras situações já fiz o mesmo e acredito ser necessário mudar desde que isso chegue à consciência, pois como cobrar dos políticos e lideres se fazemos o mesmo em escala menor?!


(Diário explícito. Não há revolta ou moralismo neste post, caso seja isto que você que me lê esteja pensando. Apenas um momento de reflexão. Para tanto, deixo aberta a discussão e peço que opinem a respeito)

sábado, 24 de março de 2012

E "um nada" de você


Ao som de "I'm in love", Ne-Yo and Lionel Richie

Os passos me levam pela mesma trilha de antes do por-do-sol!
Nova luz se faz sobre as pedras que rolam devagar pela inclinação, buscando a base que jaz tocada pelos meus pés, lá no fundo...
Onde os caminhos ocultos de outrora? Vejo-os claros como cristais brilhando à luz que sai de olhos de amor! Falta apenas caminha-los...
Não dispenso mais o toque das rosas no caminho com medo dos espinhos; quero-os como quero tudo que compõe o cenário! As feridas não me assustam...
Não dispenso os ventos vindos do sul; quero-os para refrescar o calor da paixão que acende nos passos que seguem! Não temo se ficar frio... estou pronto para doar o calor que faltar.
Veja! Não é puro e apaixonante o raio brilhante de sol que rasga as sombras e apresenta as perfeições núbias deste caminho rico de belezas?
Os passos seguem, monte acima e o sol desponta nova era! Esperança é fonte abundante que despeja vida em meio à paisagem e o paraíso se completa nesses "jardins suspensos" no qual me perco prazerosamente.
Amor? Plantado, cuidado, regado e florido para sempre.

(um tanto de beijos pra você!)

domingo, 18 de março de 2012

Mácula em um coração puro


Ao som de "Same mistake", James Blunt

Palavras impensadas, ditas do fundo de um coração simples...
Movimentos incalculados, feitos da ignorância ainda presente na mente inquieta...
Como limpar as mãos sujas de atitudes perversas?
O peito dói de remorso... os olhos choram de tristeza...
A boca quer gritar "eu errei" para que os ventos levem aos quatro cantos a vergonha da conduta torpe...
Será que um dia o perdão santo será derramado sobre minha cabeça?
A mente refaz, caprichosamente, a cena vil...
A vergonha toma conta idiossincrática...
É tarde demais?

(desculpe por tudo o que aconteceu... não era o que eu queria)

quinta-feira, 8 de março de 2012

I choose a mortal life - part III


Ao som de "Set fire to the rain", Adele

Meu coração descompassado navegava inseguro e trôpego os mares da solidão a que a vida lançara-me e, qual naufrago das delicias de um sentimento puro, esqueci de içar-me velas para chegar, um dia, ao porto seguro de um amor sincero...
Não quero mais o pedestal a que me modelam para guiar outros que não sei quem são; desprezo os rótulos, desprezo os títulos, desprezo tudo. Mas pelo que?

- Qual sentido navegar se as turbulências desse mar de usuras não tem fim? Ah! Leve-me para o fundo, mar de desventura e dor sem limites! Melhor afogar-me nas tristezas que morrer à deriva de uma ilusão.

Assim, entre a súplica e a morte do coração, esperava o naufrágio certo, sem forças para continuar remando e sem rumo entre as ondas para seguir, quando tu-vendaval arrebata-me carcaça e leva-me sem freio para um redemoinho de ternura e, enternecido, entrego-me por inteiro... tudo parece fazer sentido enfim.
Onde tu, amor-em-brisas, que deixaste-me na solidão por tanto tempo?
A vista se fecha em tornados multi-cores e a esperança rega a semente que um dia germinará!
E nas tuas caricias revigoro-me para um novo amor; e nas tuas ternuras percebo-me sedendo do teu beijo cálido a fazer-me crer ser possível ser seu para o além!
Queres-me? Aqui estou! Sou seu.

(I choose a mortal life)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Medo em forma de violência e sangue


Ao som "Minha Alma", O Rappa

Não passavam de 9 da manhã. Eu estava pronto pra sair quando me lembrei que deveria colocar alguns arquivos para baixar no PC; minhas séries favoritas esperavam por mim quando eu voltasse do trabalho.
De repente, na loja ao fundo de casa, ouço meu pai chamando por minha mãe. Nada diferente, pois sempre que ele precisa de algo, é a ela que recorre.

- Mãaae... o pai está chamando a senhora na oficina - digo displicentemente para o quarto ao lado.

De repente, um grito desesperado de meu pai chamando minha mãe. Não penso duas vezes: pulo da cadeira e corro até os fundos. Da porta da cozinha, vejo pela vidraça que dá para a loja dois homens com capacetes e jaquetas ameaçando meu pai; um deles estava armado (a partir de agora o relato pode ficar um pouco confuso, pois não tenho muita certeza de certas partes; logo, é um compilado do que vivi e do que meu pai disse que aconteceu).
Correndo em direção aos fundos da loja (que dá para a varanda de casa), pego ao lado da porta da cozinha um rodo. Já na porta, acerto o rodo no pescoço de um dos assaltantes, dou um grito (segundo meu pai eu disse "larga o meu pai") e pulo pra cima do outro, que estava segurando meu pai. Solto, meu pai parte pra cima deles comigo.
No meio daquela confusão, um dos assaltantes saiu correndo pela porta da frente; saltou por cima do balcão de atendimento e correu porta afora. O outro se desvencilhou de um empurrão e também saiu correndo. Meu pai ia atrás. Entre os gritos de susto e confusão da minha mãe e irmã no fundo da loja ("Meu Deus do céu, o que está acontecendo?!") e a tentativa de ajudar meu pai, vi o assaltante que ficou para trás se virar, apontar para o vidro escuro e atirar.
Não vi bem o que fiz; peguei meu pai pelas costas e puxei para trás. O tiro foi ensurdecedor. Minha mãe, apresentando uma coragem insana na hora, passou por mim e meu pai caídos no chão e foi até a porta da loja tentar identificar a placa do veículo da fuga dos assaltantes, alheia aos meus gritos de "Volta mãe que eles estão armados... volta!".
Olhei pra baixo; o braço esquerdo do meu pai sangrava. Entre o desespero e o medo, gritei algo como "pega um pano... o papai tá sangrando" e "liga pra polícia, liga pra polícia" enquanto fazia um torniquete no braço de meu pai para estancar o sangramento.
Como moramos no centro da cidade, a polícia chegou em 3 minutos após a ligação, armados de vários tipos de armas que nunca ouvi falar. Enquanto alguns dos oficiais pegaram meu pai e levaram correndo para o Pronto Socorro, outros pegaram outra viatura e tentaram refazer o percurso dos meliantes e outros ainda nos interrogavam para tentar entender o que houve.

- Quem estava na hora do ocorrido? - pergunta o Sargento para minha mãe.
- Era meu filho. - e aponta pra mim.
- Você conseguiu identificar alguma coisa nos assaltantes?
- Não... eles estavam de jaqueta preta, jeans escuros (eu acho) e capacetes pretos. - disse por minha vez.
- Não viu mais nada?
- Vi os olhos do que estava com a arma.

Depois de ter ido à delegacia tentar reconhecer o tipo de arma (era uma automática), tentar identificar um dos assaltantes pela parte do olhos, prestar depoimento, ligar para meus irmãos em outra cidade (quase tiveram um ataque do outro lado da linha - fizeram em 2 horas uma viagem que duraria 3:15 horas em condições normais), observar a perícia, ligar para meu amor (na época, para conseguir na voz um pouco de tranquilidade e equilíbrio que me faltava), visitar meu pai no hospital (graças a Deus nenhuma osso ou artéria foi atravessado, apenas o músculo), atender a todos os telefonemas e visitas em minha casa (notícia ruim chega por Sedex 10) e espantar os repórteres urubus que esperam uma grande notícia para ter o que falar a semana toda (cidade pequena é foda!), dentre outras coisas, desde esse dia não esqueci o olhar daquele rapaz!
Por várias noites eu sonhei e me vi na mira daquele olhar. Era um olhar jovem, acredito que de alguém bem mais novo que eu! Um olhar de raiva e rancor... um rancor que não era contra meu pai, contra mim ou contra alguém da minha família; diria até que era um olhar de medo! Um olhar de raiva de si mesmo!
Queria ter conhecido o dono desse olhar em outro instante, onde eu poderia acolher seu medo e dizer que daria tudo certo; apontar uma direção segura para suas atitudes além da criminalidade e da perversidade. Queria poder ajudar a enxergar esperança nos momentos de dor e conflito que ele infelizmente não soube compreender e passar com serenidade. Apenas queria estar perto...
Hoje não tenho mais medo ou raiva do que aconteceu. Apenas sinto piedade dos sujeitos! Não sei explicar porque, mas sei que é o melhor que posso fazer, pois a violência de um ato não justifica a violência, em qualquer fase, de um outro ato.
De minha parte, gostaria apenas de dizer para o mundo que apenas o amor, indistinto e pleno a qualquer pessoa, pode ser capaz de mudar uma situação como essa!
Mesmo com a recomendação de que não devemos reagir, por amor a meu pai eu arrisquei minha vida (segundo o Sargento, se eu não houvesse puxado meu pai, teria acertado direto no coração)! Mesmo com todos os motivos para me revoltar, por amor à criatura humana, perdoei de coração esses que fizeram mal à minha família.
Hoje, minha história tem um final feliz, diferente de tantas que já li no jornal. Com o amor, todas elas poderiam, podem e acredito que serão felizes!

(depois de meses do ocorrido, deixo este Diário Explicito como maneira de elaboração a situação e tentar esquecer a cena de confusão, as marcas pelo chão e o cheiro do sangue em minhas mãos)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

(entre)Caminhos


Ao som de "Runaway", The Corrs

E conhecer-te é transcorrer letras e palavras não estranhas, e perceber que o que sentes é o que sinto (por pessoas diferentes até quando?)...
Não sinto medo deste percorrer. Queria ir mais rápido e veloz por esta estrada de letras-sorriso e sentimentos-olhares e te encontrar por entre as exclamações e seguir contigo para um final feliz. Me deixa guiar-te pelas virgulas e interrogações que possam se nos apresentar?
E entender-te é entregar-me de pensamento, sentimento e corpo para que modeles como quiser e, quem sabe, ter um amor só seu para gostar e eu ter um amor só meu para voar e termos um amor só nosso para viver...
E desejar-te, infelizmente, parece apenas um sonho do qual não quero acordar agora, pois que traz um sorriso em meus lábios e uma esperança em meu coração...
Mas querer-te, mesmo que a realidade me esmague as intenções, é ser um pouco mais feliz e perceber que isto nunca mudará, pois que mais que com imagens, conquistou-me com maneiras de ser você e gravou-as, mesmo sem querer ou perceber, em mim!

(e fazer o que deste momento do meu coração?!)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Frase sentimental nº 25


Ao som de "Ciclo", Jorge Vercilo

Ancora tua vida na minha, navega comigo pelos mares de amores, desejos e planos e vem descobrir sonhos bons e realizações de mel... Nossa vitória está nas terras do amor que já nos aguarda logo na esquina!

(e não quero mais nada além disso que cresce em mim...)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pra ser seu


Ao som de "Avesso", Jorge Vercillo

Vem! Se desenrole da corda do passado, tecida em incertezas e preceitos/preconceitos. Olhe pra frente... agora: estou aqui te olhando, te desejando...
Deixe seus medos e planos entregues ao vento... os resgataremos mais para frente! Agora somos eu e você.
Não será justo que também sejamos felizes da maneira que percebemos ser certo? O que o mundo sabe sobre  o amor e a felicidade de nós dois?
Apenas "vem"! O acaso não existe; eu sei, você sabe. Deus, o destino ou o nome que quiser dar nos uniu... e estou aqui pra você, totalmente seu!
Meu carinho, quase amor, não é suficiente para conquistar seu coração e seu "sim"?
Não é um pedido de "casamento", por enquanto (risos), mas você ficaria deslumbrante de moda havaiana, num campo ou praia, ao por-do-sol como testemunha de um amor imortal...
Não me saem seus olhos e sorriso da mente, das fotografias que mais gosto de você! São eles que preciso ver no nosso momento pra ser feliz pra sempre...
Vem meu bem, vem... não reprima esse sentimento-desejo-carinho. Faz mal guardar o que pensamos e sentimos... deixa eu ser o seu alívio para esta e outra vida, seja em vida, seja em escrita!
Mas ai de mim sem meus momentos de entrega-escrita, pois que ainda preciso delas para estar perto de você; por enquanto, certo?!
Jorge Vercillo? Por ora traduz meus sentimentos, desejos e experiências... penso em você ao ouvir  esta música (todos os dias pelo menos 20 vezes). Por ora, pois o futuro nos aguarda com uma taça de vinho, um beijo molhado e uma aliança de compromisso.
Não tenha medo. Vou te sustentar... apenas dê esse primeiro pequeno passo para a felicidade. Eu estou te esperando no fim da estrada de tijolos amarelos!

(me aceita? p.s. ouçam e entendam a música. A imagem é homenagem.)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Escorre por túmulo recém cheio



Ao som de "Cold as stone", Lady Antebellum

Apenas agora percebo que estava dirigindo. Enquanto o automatismo do volante guia para um rumo incerto, eu me perdia nas gotas de chuva que escorriam pelo vidro do carro. E enquanto a consciência dia "perigo" a inconsciência, minha amiga de muitos momentos, diz "vai", e sigo pela estrada a fora, sem noção do que o volante faz por si só.
...
Não sei bem o que estou sentindo: se dor, se medo, se nada... acho que estou naquele primeiro momento da criança quando chora, se levanta de uma queda, e está sem fôlego, tamanho o susto e a dor! É... acho que é esse o momento: um choro sem som. Apenas uma dor tão profunda que não consigo colocar pra fora em lágrimas, gritos ou o que possa me fazer externar o sentimento-sensação.
Me refugio então nas músicas que tocam pelo pen drive...
"- Preciso reformular minhas músicas... essas baladas românticas são tolices! O amor não existe" - penso entre uma lágrima que teima em escorrer, os vidros do carro que embaçam e uma nota down nas caixas de som.
As lágrimas encontraram o caminho; saem desenfreadas. Paro o carro e caio no choro.
"- Por quê? O que eu fiz de errado? Por que, meu Deus? É pra eu ser sozinho no mundo? Se for, fala logo pra eu parar de tentar ser feliz com alguém!" - grito sufocado, sentindo que meu choro abafava estranhamente minha voz.
A resposta de Deus foi aumentar a chuva. Talvez com isso Ele queria dizer "Eu estou aqui, meu filho... vai dar tudo certo! Tenha fé". Apenas chorei mais e mais...
...
Quando tudo o que estava preso foi liberto e percebi com certo remorso que estava com os olhos muito inchados de chorar, voltei a dirigir consciente do caminho a tomar: minha vida.
Mas dessa vez dirijo para um recomeço! Desta vez uma nova maneira de me fazer e viver, principalmente as relações amorosas....
Enterro aqui o passado e as dores e deixo que os "mortos cuidem de seus mortos".
Não sei quando conseguirei sentir novamente o amor, como senti. Apenas vou vivendo... nada mais e nada mesmo.

(um passo de cada vez... dói muito)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Memória tatil



Ao som de "Only when I sleep", The Corrs


O cheiro do seu corpo não sai da minha memória... percebi isso outro dia, vendo a chuva cair torrencialmente pela janela do meu quarto enquanto, sentado na cama de pernas cruzadas e meu travesseiro no colo, sentia-me  impregnado de um perfume que não era o meu... era o seu! A fragrância marinha com fundo exótico faz parte da minha pele e em cada parte do meu corpo sinto seu toque.
As gotas de chuva que caem no chão me fazem lembrar dos seus lábios molhados e do gosto do seu beijo! Minha mente começa e rodar... sinto falta de você!
Na era da informática e tecnologia, celular, internet ou redes sociais não me suprem plenamente a falta de você... me pergunto por que tem que haver distância entre aqueles que se gostam? Se é pra sentir saudade, sempre que seu corpo não está no meu, já dá saudade demais...
...
A chuva não para.  Seu cheiro recende pelo meu quarto. Meu corpo pede você!
E entre a ilusão de sentir-te em mim e ver você ao meu lado e a realidade dolorosa, abraço meu travesseiro, faço conchinha sozinho na cama e tento dormir, pedindo que a chuva leve essa solidão que me abate e me deixe apenas a alegria da certeza de te reencontrar em breve...

("chove chuva"...)