Estrelas do meu céu...

quarta-feira, 27 de março de 2013

Traição nº 2


Ao som de "Memórias e outras histórias", Alexandre Guerra

  Tendencia
  Ridiculamente torpe de 
  Apedrejar um coração que queria bem
  Iludindo, magoando profundamente e
aÇoitando ferrenhamente o que havia de melhor,
  Acabando assim com as esperanças e a luz nos olhos,
  Outrora construídas no melhor do encanto e da atração.

(para a segunda fase do processo... independente de tudo que possa haver de ruim, é a única coisa que me magoa profundamente e que deixa uma marca indelével... custa a sarar! #lágrimas)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Tentando entender 1 - prega peça


Ao som de "Don't speak",  No Doubt (Glee Version)

"Passando pra dizer que te AMO sakaninha! bjosss boa noite" foi a mensagem que me mandou no celular em uma noite.
"Everton, Everton, Everton eu te amo cara", outra de suas mensagens na noite....
Tá! Digamos que seja verdade. Preciso entender algumas coisas:

1 - Por quê, então, você me largou?
2 - Por quê, pelo Amor de Deus por quê, não estou com você do meu lado neste exato momento?
3 - Por quê, e espero uma excelente resposta nesta, não consigo parar de chorar com o repetitivo "É melhor assim" que me disse pelo fone naquela tarde e que continua ecoando em minha mente?

Não! Devo ter me enganado na interpretação; talvez AMO significa Aparentemente Menos Otário ou Agora Minto Ordinariamente. É... deve ser isso!
...

"Passando pra dizer que te AMO..." não é o exemplo de consolo que quero para minhas tardes de domingo ociosas, quando precisando de carinho, lembro da sua distância.
"bjosss boa noite" definitivamente não é o que preciso para aplacar a solidão dos meus fins de semana sem ninguém!
Sinceramente, "eu te amo cara" não é a melhor justificativa para deixar de lado o amor de um homem que estava disposto a tudo para estar pra sempre com você.
...

Não preciso de SMS, não preciso de situações obscuras para mostrar que penso em você, te quero, te amo e sempre vou ser seu, mesmo depois de tanto tempo... preciso só lançar no universo o meu amor que ele sabe o caminho a seguir para te amar.
Pena ser unilateral...

(diário explícito e catártico! precisava ser postado, mesmo a muito tempo escrito, para uma recuperação saudável da dor...)

sábado, 16 de março de 2013

Momento "Você" - part 2


Ao som de "Take my breath away", Berlin

Enquanto existir no íntimo-meu
Uma, duas, dez maneiras de dizer-me seu,

Terei mais que palavras de profundo fervor.
Estarei, sim, a viver com profundo ardor...

Acalentado pelas divinas alegrias de ter-te em mim,
Mais feliz que se estivesse entre estrelas, planetas e sóis sem fim
Ostento então, este amor assim!

Minh'alma embriagada desta emoção
Ungida e imantada por esta intensa paixão
Irradia-se pelo cosmo qual vulcão
Transforma e molda a intenção
Orienta, respira, transpira e deseja (nos) pelo coração!

(tire o meu fôlego mais uma vez...)

quinta-feira, 14 de março de 2013

Fim de semana com vontade de me perder na chuva

(tirada do meu prédio um dia depois do fim de semana)

Ao som de "Chasing Pavements", Adele

Nem sempre é possível ter tudo o que se quer. A vida tem me ensinado essa verdade difícil! O fim de semana prolongado de 15 de novembro foi uma prova disso.
Empolgado como sempre fico quando vou pra casa dos meus pais, estava com o coração disparado para ser "paparicado" durante todo o tempo em que estaríamos juntos (confesso que a solidão e a saudade tem me consumido mais que anteriormente). Já havíamos combinado que iriamos para um clube ao qual somos sócios. Além de mim, mamãe e papai, meu irmão mais velho iria com a namorada e a filha dela, e minha irmã que mora em Lagoa iria com o namorado. Meus outros irmãos não puderam ir por motivo de trabalho e estudo.
A princípio, não reparei na sinuca que a vida estava me colocando; foi apenas no almoço do dia 15, no restaurante, que eu percebi e minha reação foi falar mentalmente "putz, me lasquei"! Motivo? Eu estava "de vela" no meio de três casais (e uma criança que nem sequer se dava ao trabalho de prestar atenção em nada além do próprio umbigo).
Neguei a princípio dizendo que era coisa da minha cabeça, mas os acontecimentos se desenrolaram para não deixar dúvidas: cada par conversava com o seu durante as refeições (e a menininha consigo mesma e poucas vezes com a mãe); os passeios de mãos dadas dos casais pelo terreno do clube (e a menininha correndo saltitante por todo lado); os momentos na piscina com sua cara metade (meu Deus, ATÉ A MENINA arrumou companhia)... em todos eles, adivinha quem sobrou??? Exato, adivinhou!!!  :'(
Mas não seria eu a estragar o fim de semana dos outros apenas pela minha solidão! Fiz o melhor que pude para não demonstrar meus sentimentos e nem ficar no caminho e descobri que sou ótimo em ser anônimo... quando notavam minha ausência (meu pai e mãe principalmente) já era fim da tarde ou  meio da noite.
Para não incomodar e ao mesmo tempo me distrair, nos momentos em que a família estava junta (geralmente almoços e jantares), eu ficava observando os detalhes do restaurante. Papai, meu grande herói (e o foi novamente), deixava mamãe de lado as vezes pra conversar comigo um assunto fútil qualquer, para me incluir no passeio; minha mãe se aproximava na piscina brincando comigo algumas vezes. Mas no geral... bem, vocês já sabem!
E assim foi meu fim de semana prolongado: ser vela entre casais felizes, me tornar invisível, ficar na minha (e a menininha nem se importou com nada) ...
Eu sei que egoísmo querer atenção em momentos assim e também não posso afirmar que se eu estivesse acompanhado e qualquer dos meus irmãos que estivesse sozinho, que eu iria lhes dar atenção, mas era o que eu queria: um pouco de atenção!
Queria cuidado, queria não me sentir MAIS UM no mundo! Queria... mas não podia ter.
O que eu tinha, em alguns momentos, era a chuva como companheira, e confesso que ela é muito boa para momentos de solidão, tristeza e saudade!
Como foi bom andar no cair d'água e me permitir sentir o abraço úmido e cálido da chuva de fim de primavera...
Como foi bom ser preenchido por sonhos gotejados e, mesmo sozinho, ser parte do todo universal!
...
Depois da dor inicial de ser deixado de lado, quando o desejo era outro, percebi o benefício do fim de semana (que agora jaz na memória).: aprender a estar bem comigo.
Deixar os medos, frustrações, angústias, sonhos e vitórias encherem o ser em crescimento que estou, trazendo um novo momento para a vida que escolhi.
Claro que não queria estar sozinho (um amor ao lado faz falta muitas vezes), mas foi bom...
Foi um fim de semana de me perder na chuva, para me encontrar em mim e saber enfrentar a solidão e a ausência, uma vez que elas não deixarão de existir se não quando eu quiser que assim seja!

(Reflexão para minha vida! Menos solitário intimamente, mas ainda necessitado de companhias que me dêem colo sem crítica)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Amor mendigo


Ao som de "Come what may", Moulin Rouge

Foi por 5 segundos, não mais que isso... o ônibus seguiu seu caminho, meus olhos não.
Detiveram-se no incomum de uma cena inusitada e bela, acontecida em um domingo qualquer, numa tarde qualquer, à sobra de um prédio qualquer, de uma rua qualquer, de um bairro sem destaque...

Foi por 5 segundos, não mais que isso... o ônibus virou uma esquina, meu coração não.
Ele ficou perdido naquele olhar sincero daquele mendigo efêmero para aquela mendiga efêmera, num momento efêmero, de situações efêmeras, sobre um colchão imundo...

Foi por 5 segundos, nem mais e nem menos... o ônibus se foi, eu-coração fiquei.
Percebi-me totalmente emaranhado no doce daquele gesto de carinho imorredouro, protetor, doador... de quem não precisa de nada na vida além da presença daquela mulher, incondicionalmente...

Nada além de 5 segundos e meu paradigma foi modificado por um "amor mendigo", que da pobreza material, sujeira corpórea e situação de miserabilidade, mostrou-me a riqueza existente no coração de quem ama de verdade!


(aos mendigos que vi num domingo qualquer - e nunca mais depois disso - mas que mudaram minha visão de mundo e de amor!!!)