Estrelas do meu céu...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

If I could


Ao som de "Breakaway", Céline Dion

Os sonos tem sido vazios.
Nem sensações de sonhos, nem lembranças de sentimentos... apenas vazios!
Onde outrora havia sentido e desejo, hoje habita a escuridão letárgica que assola a mente desesperada por "something new"...
E é tão estranho como funciona o corpo nesses casos: fica alerta, como se uma descarga elétrica passasse constantemente por ele à espera de um sinal do céu para que o querer agarre com mão de ferro a ponta solta de um destino qualquer.
Será que faz sentido abraçar um novo destino se o outro ainda me chama para suas trilhas tortuosas? Sinto que ainda quero segui-lo...
Será que consigo cortar a corda do futuro que vai sem mim e seguir por outro caminho ainda neblinado, de um destino que nem sei se é o meu?
Será que estou disposto a passar por todos os percalços, me entregando à irracionalidade de uma esperança infantil?
...
Não quero uma ponta solta de um destino qualquer. Quero o que é meu por direito!
Quero a felicidade, quero o brilho nos olhos; quero a alegria de uma criança na vida de um adulto, quero a certeza de que também serei feliz no caminho que escolher, tortuoso ou neblinado.
Quero cortar a corda, quero o "adeus" sincero, quero o "seja bem-vindo New Moment"...
E enquanto nada disso acontece e o vazio dos sonhos persiste, vou colecionando pequenos fragmentos de luz, para que em breve possa fazer brilhar a contas de alegria de um "Better than ever".

(turning the page and saying "goodbye forever")

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Carta de explicação nº 1



Ao som de "If I ain't got you", Alicia Keys

Quando eu estiver resistente em falar, não brigue comigo...
E quando eu estiver fazendo manha, não me ignore!
Ou quando eu estiver muito quieto, não se afaste...
Nem vá embora quando eu disser palavras duras demais de se ouvir.

Não seja indiferente em retribuição, quando ou for em primeiro lugar,
Também não se irrite se eu fizer uma brincadeira de mal gosto qualquer...
Ou mesmo se eu invadir sua privacidade e seus segredos!

Quando eu faço isso é porque preciso de você mais perto de mim
E me abraçando, dizendo silenciosamente que tudo ficará bem...
Faço porque preciso ver no seu olhar o carinho e o desejo para afastar a insegurança que me consome as vezes...

Finalmente, tudo isso que faço são reações do medo de te perder, por saber que não sou bom o suficiente para te ter comigo!
Então me perdoe quando meu corpo ou fala não disser o quanto eu te amo e o quanto você é importante na minha vida.

Um dia aprenderei, se não for tarde demais!

("But everything means nothing If I ain't got you")

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Hoje...


Ao som de "That's the way it is", Céline Dion

Hoje acordei mais tarde que de costume.
Como sempre, depois de Deus e da minha família, pensei e orei por você! Mesmo longe um do outro, não significa que quero o seu mal...
Já estava acostumado ao ritual estabelecido: lavar o rosto, arrumar a cama, preparar e tomar o café "na sua caneca", olhar nossa foto e continuar o dia. Tudo sempre "regado" de você em pensamento.
Mas hoje não foi exatamente assim. Não tinha "tanto você" neste ritual... troquei de caneca, por exemplo!
Claro que ainda há a lembrança dos momentos bons, assim como das palavras ditas e também dos momentos ruins... sempre está tudo junto, né?!
Mas não há mais dor. Não há ansiedade. Não há mais as lágrimas de uma saudade dolorida...
Há um vazio de um sentimento que não sei se voltará e é bem estranho sentir isso!
Os dias vão passando e minha vida vai seguindo. Não sem direção, por tudo o que sei que tenho que fazer, mas ainda sem um colorido definido!
...
Deixo sua caneca guardada para não se quebrar, não sei se por esperança, não sei se por apego. Apenas deixo ela guardada! Com o seguir, um dia ei de entender o porque.

(Diário explícito. Os pássaros se foram e deixaram apenas o ninho!)


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Diálogo explícito nº 1


Ao som de "Morada", Sandy Leah

- Por que você está me olhando - me perguntou, depois que abriu os olhos e se recuperou da tarde de amor que tivemos.
- Nada não
- O que é? Me fala?! - insistiu, com seus olhos luminosos e cheios de calor.
- Estava pensando apenas...
- Em que você estava pensando?
- Que eu tenho muito medo de te perder - falei baixando os olhos pra evitar chorar.
- Você não vai me perder, preto! Nunca... - disse, me abraçando.
- Promete? - perguntei entre desesperado e aliviado.
- Prometo.

Quase dois meses se passaram à essa tarde e meu coração repassa esse breve diálogo a cada segundo livre.
Meu coração aperta a cada frase, como se tentasse compensar a saudade e o vazio! E eu, no que consigo, tento manter firme a pequena chama da minha esperança, prendendo-me à sua promessa...

(não quebre sua promessa... por favor!)

domingo, 4 de agosto de 2013

Diálogo triste nº 1


Ao som de "When I was your man", Bruno Mars

- Pai, podemos ter uma conversa de pai pra filho? - perguntei, cabisbaixo.
- Claro, meu filho. O que há?
- O senhor ama a mamãe?
- Muito, meu filho! Mais do que consigo falar... - ele respondeu, surpreso com a pergunta.
- E quando o senhor percebeu que amava a mamãe? (olhei, mal disfarçando minha ansiedade).
- Uai filho... senti que amava sua mãe quando ela me aceitou, do jeito que eu sou, e mesmo eu não podendo dar nada para ela, ainda assim ela me quis! - respondeu, como se voltasse no tempo.
- Ah... - fiquei estranhamente triste.
- Por que, meu filho? - ele me olhava com um carinho tão grande, que não sabia como não chorar.
- Eu também estou amando, papai... - e o soluço foi mais forte.
- Mas... isso é muito bom, uai! Por que chorar se amar é bom? - tentou me consolar, sem entender porque eu chorava.
- O problema pai é que  não está adiantando eu aceitá-lo como ele é e que não tenha nada para me dar; ele não me quer como eu quero ele...

(será minha sina amar quem não me ama?)

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"Você vai ter que se acostumar"


Ao som de "In your eyes", Ben Harper

Já faz uma semana desde que você terminou comigo.
Não estranhamente, os dias perderam o colorido habitual e a música da natureza já não tem o encanto que outrora eu percebia...
O que fazer desse vazio que ficou em mim e que tem o encaixe exato do seu amor?

Já faz 168 horas que não te vejo.
E tudo o que penso, me faz lembrar você: os lugares por onde passamos, as conversas sobre sustentabilidade, música e futebol, um utensílio doméstico que você queria que tivesse em nossa casa...
O que faço da coleção de canecas que estou juntando, que seriam para os cafés da manhã e noites frias com um bom chocolate quente?

Faz 10080 minutos que não sinto você.
Suas fotos, sua escova de dentes no meu armário, os livros que me deu de presente, os DVDs que me emprestou são souvenires dolorosos demais de se ver todos os dias... (e não consigo não vê-los, tampouco)
É possível arrancar fora a saudade e o amor, sem dilacerar uma vida que prometi ser sua para esta e quantas reencarnações Deus nos desse juntos?

"In your eyes I see the light and the heat"

Sinto-me afundar na escuridão e no frio pela falta da luz e do calor do seu olhar sobre mim!
Sinto-me naufragar nessa tristeza e angústia sem fim e temo que o amor não sobreviva desta vez...

(desculpe, mas não consigo me acostumar a ficar longe de você, como pediu)

domingo, 28 de julho de 2013

Quando a dor fala mais alto...


Ao som de "Idaho", Nerina Pallot

Eu não sou um homem forte.
As dores, as angústias, as lembranças de uma felicidade a dois que já não existe minam minha fé de que um dia tudo será melhor.
Não faço porque quero; seria um contra senso ao que prego e acredito do fundo do coração. Apenas acontece assim... sem mais, nem menos.

E quando minha fraqueza se mostra tão forte, motivada pela insegurança, não vejo nada além de uma nuvem de lágrimas que tolda minha visão.
Esta "cegueira" é estranha, mas não incomum em situações assim...

"Serei seu por toda esta encarnação e por todas as reencarnações que Deus nos der juntos", "Eu preciso de você mais do que você precisa de mim", "Que sorte eu tenho de ter você"... todas frases que me disse e que ficaram gravadas em mim, como cicatriz de queimadura. O que faço que essas promessas e lembranças de felicidade e amor, agora?

- e de novo bate a dor, e de novo eu não paro de chorar...

Nesses momentos eu me agarro mais forte a Deus.
Nem à psicologia - que me sustenta como profissão, nem às palavras de carinho que amigos queridos (e infelizmente distantes) me dirigem. Apenas a Deus.
Não sei explicar como, mas Ele consegue abrandar essa dor crescente e desesperante!

"Por favor, meu Senhor e meu Deus... faz essa dor parar! Faz eu ser paciente e resignado. Faz eu ser lembrar que o futuro que me espera é de luz, verdade e amor...", peço ao Pai no silêncio da minha dor.
Imediatamente faço o desesperado pedido que venho fazendo ha dias, entre lágrimas e saudades: "Traz meu amor de volta... ele completava minha felicidade e minha vida e sem ele tem um grande vazio em mim, meu Deus...por favor, traz ele de volta..."

Engraçado como fico esperando a resposta de Deus; não uma direta, porque não tenho evolução espiritual suficiente para ter diretamente com Ele, mas ainda assim eu espero...
Talvez uma ligação, talvez um sms, talvez um sinal no coração de que "foi melhor assim". Nada do que espero acontece, mas sei que Ele está trabalhando para fazer o melhor pra mim!

Enquanto espero, tento fazer o melhor de mim...
E se essa saudade e dor aparecerem de novo, repentinamente, vou chorar como sempre, na esperança de que um dia eu consiga ser mais forte às investidas do medo, da solidão e do arrependimento.

(cada esquina ou assunto me lembra você... :'(  )

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quando o tempo para...


Ao som de "The first time ever I saw your face", Céline Dion

E o tempo pareceu parar quando te vi a primeira vez.
Um palpitar diferente no coração anunciou que você era especial e perdi o ar!
Olhares retribuídos, cúmplices, conectados... e um "oi, tudo bem" perdido entre sorrisos e pensamentos secretos.
E, sem que eu percebesse, um abraço envolvia nossos corpos...

É como se a vida fizesse todo sentido; tivesse se completado!
O calor, a respiração, o ritmo do coração que batia sob a blusa quente, o cheiro adocicado...
Tudo se encaixava à minha ansiedade, ao meu desejo, ao meu sentimento repentino de ser seu...

E o tempo tinha parado para que eu te conhecesse.
Um abraço - talvez o mais caloroso que já senti - selou o "nós" que procurava!
Levemente mordi sua orelha e seu suave gemido anunciou que você havia gostado
Então sorri, e o dia cinzento se iluminou pra mim quando sorriu de volta.

Muito carinho foi vivido e falado a partir disso (não em um dia, porque seria pouco pra tanto)
E também muito sentimento, muito desejo, muito amor, muita cumplicidade...
Não me surpreendo como tudo sempre estava certo e bom junto a você!

Mas isso foi embora...

O erro foi grande demais para acontecer o perdão?
E amor vivido não fez nenhum sentido, certo?
Há a raiva, a dor, as lágrimas e há a separação...

E há o meu coração em dor e sinceramente arrependido!

O tempo não voltou a correr. Deve estar momentaneamente de luto
Ou tentando reorganizar uma rota que eu consiga trilhar...
Talvez até deixando abaixar a poeria da magoa para o amor reaparecer (seja isso, pelo amor de Deus!)

E enquanto o tempo não volta e este amor não reaparece (reaparecerá?!)
Fico com a lembrança do abraço e do cheiro, e da mordida...
E do sorriso que iluminou o cinza daquele dia
E do olhar, cúmplice e terno, magnético e sincero... e que um dia foi meu...

(dor explicita!!! não desejo a ninguém igual... quero a "luz" de volta)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Frase de destruição nº 1



Posso ser ridículo quando amo. Posso ser pedante, posso ser insistente e até inconveniente. Mas não me importo, porque o sentimento que me move é o amor e o cuidado; o querer bem de todas as formas àquele que amo. Infelizmente nem todos conseguem ver para além dos próprios umbigos e se permitir ser amado e cuidado de verdade... Isso sim é lamentável e pedante!

(...)


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Verdade inconteste (pra mim) nº 2


Ao som de "Teto de Vidro", Pitty

Desculpe se não te agrado em tudo quando você gostaria... é que estou ocupado demais sendo feliz com o que Desejo e Percebo ser importante para me preocupar com suas limitadas visões do que é legal ou ridículo em mim!!!

(#ficaadica)

terça-feira, 18 de junho de 2013

Cama de solteiro


Ao som de "Young and Beautiful", Lana Del Rey

Seu corpo, meu corpo
Seu toque, meu arrepio
Seu beijo, meu suspiro
Seu cheiro, meu delírio

       Seu abraço, meu conforto
       Seu sorriso, meu consolo
       Seu sussurro, meu olhar (apaixonado)
       Seu carinho, meu sonhar

Seu querer, meu prazer
Seu sentir, meu fazer
Seu prazer, meu querer
Seu fazer, meu sentir

       Seu, meu
       Você, eu...
       Unos em dois
       Duos em um

Ligeiramente apertados pela cama de solteiro
Em uma manhã qualquer, de um inverno qualquer
Num amor apenas nosso
Entre confidências, carícias e entrega

("eu preciso de você mais do que você precisa de mim..."; sentimento explícito! *-*)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Diálogo esperado nº 4


Ao som de "Perdida e Salva", Sandy

- Eu já disse que gosto muito de você?
- Já sim, coração. - você responde pouco crente nas minhas palavras, olhando para à revista.
- E o quanto você é lindo, eu disse? - insisto.
- Também já, meu bem! - vira a página e sorri delicadamente com minha frase.
- Já falei o quanto do meu coração é seu?
- Acredito que você tenha feito um calculo outro dia, meu lindo! - fala sem muita certeza.

Sorrio e, matreiramente, pego seu rosto com minhas mãos e digo olhando nos seus olhos:

- E eu já disse que te quero mais que à lua?
- Bem... isso não! - você sorri, sem graça.
- E que você é mais importante pra mim que o sol? - sorrio carinhoso.
- Bem... isso é lindo, mas não tinha dito ainda, coração. - seus olhos brilham junto aos meus.
- E eu disse que você é o ar que me reanima a caminhada e o amor que eu esperava para minha existência?

E, sem mais, você me beija e percebo que sou o mesmo pra você...

(néh?! rsrsrsrs...)

domingo, 14 de abril de 2013

Traição nº 3


Ao som de "A cause", Céline Dion

Aqui jaz a Fidelidade, outrora virtude poderosa que infelizmente desapareceu pelo esquecimento de quase todos em praticá-la! Deixa saudades eternas em quem ainda precisa de ti!

(ressurja como a Fênix, por favor)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Devaneios


Ao som de "S'il suffisait d'aimer", Céline Dion

Como num filme francês em que o amor transborda até nas cenas trágicas, meus sonhos felizes são assombrados pela sua lembrança.
É lindo e triste ao mesmo tempo! Benção e maldição (literalmente?)
O coração dispara, o corpo se acende, a mente se prende à sua presença... em tudo há você e em tudo há alegria, e lembranças e no final, a dor!
Não uma dor passageira, mas aquela constante companheira que ora dorme, ora desperta zangada e sangra a memória! Quando ela desperta, mais uma vez eu pergunto: "só o amor não basta pra ficarmos juntos?". A vida diz que não.
E o que resta , se o "eu-todo" te dei? Apenas as lembranças da sombra de uma sombra... suficientes para me fazer perder o rumo sempre que penso na falta que me faz!
...
Como num filme antigo, aquele francês meloso que não se cansa de assistir, sua presença é força ardente e o desejo não deixa que eu esqueça o "nós dois" que um dia existiu, mesmo que lágrimas banhem meu rosto e o coração ainda em chagas.
Em mim, para além de minhas forças, está o amor por você, que insiste em assentar moradia, mesmo que signifique uma vida de espectros, lembranças e revivescência de um passado que já foi bom, mas acabou.

(acordo ou continuo dormindo?! escrito há um tempo, mas as vezes parece atual #morrelogo)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Traição nº 2


Ao som de "Memórias e outras histórias", Alexandre Guerra

  Tendencia
  Ridiculamente torpe de 
  Apedrejar um coração que queria bem
  Iludindo, magoando profundamente e
aÇoitando ferrenhamente o que havia de melhor,
  Acabando assim com as esperanças e a luz nos olhos,
  Outrora construídas no melhor do encanto e da atração.

(para a segunda fase do processo... independente de tudo que possa haver de ruim, é a única coisa que me magoa profundamente e que deixa uma marca indelével... custa a sarar! #lágrimas)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Tentando entender 1 - prega peça


Ao som de "Don't speak",  No Doubt (Glee Version)

"Passando pra dizer que te AMO sakaninha! bjosss boa noite" foi a mensagem que me mandou no celular em uma noite.
"Everton, Everton, Everton eu te amo cara", outra de suas mensagens na noite....
Tá! Digamos que seja verdade. Preciso entender algumas coisas:

1 - Por quê, então, você me largou?
2 - Por quê, pelo Amor de Deus por quê, não estou com você do meu lado neste exato momento?
3 - Por quê, e espero uma excelente resposta nesta, não consigo parar de chorar com o repetitivo "É melhor assim" que me disse pelo fone naquela tarde e que continua ecoando em minha mente?

Não! Devo ter me enganado na interpretação; talvez AMO significa Aparentemente Menos Otário ou Agora Minto Ordinariamente. É... deve ser isso!
...

"Passando pra dizer que te AMO..." não é o exemplo de consolo que quero para minhas tardes de domingo ociosas, quando precisando de carinho, lembro da sua distância.
"bjosss boa noite" definitivamente não é o que preciso para aplacar a solidão dos meus fins de semana sem ninguém!
Sinceramente, "eu te amo cara" não é a melhor justificativa para deixar de lado o amor de um homem que estava disposto a tudo para estar pra sempre com você.
...

Não preciso de SMS, não preciso de situações obscuras para mostrar que penso em você, te quero, te amo e sempre vou ser seu, mesmo depois de tanto tempo... preciso só lançar no universo o meu amor que ele sabe o caminho a seguir para te amar.
Pena ser unilateral...

(diário explícito e catártico! precisava ser postado, mesmo a muito tempo escrito, para uma recuperação saudável da dor...)

sábado, 16 de março de 2013

Momento "Você" - part 2


Ao som de "Take my breath away", Berlin

Enquanto existir no íntimo-meu
Uma, duas, dez maneiras de dizer-me seu,

Terei mais que palavras de profundo fervor.
Estarei, sim, a viver com profundo ardor...

Acalentado pelas divinas alegrias de ter-te em mim,
Mais feliz que se estivesse entre estrelas, planetas e sóis sem fim
Ostento então, este amor assim!

Minh'alma embriagada desta emoção
Ungida e imantada por esta intensa paixão
Irradia-se pelo cosmo qual vulcão
Transforma e molda a intenção
Orienta, respira, transpira e deseja (nos) pelo coração!

(tire o meu fôlego mais uma vez...)

quinta-feira, 14 de março de 2013

Fim de semana com vontade de me perder na chuva

(tirada do meu prédio um dia depois do fim de semana)

Ao som de "Chasing Pavements", Adele

Nem sempre é possível ter tudo o que se quer. A vida tem me ensinado essa verdade difícil! O fim de semana prolongado de 15 de novembro foi uma prova disso.
Empolgado como sempre fico quando vou pra casa dos meus pais, estava com o coração disparado para ser "paparicado" durante todo o tempo em que estaríamos juntos (confesso que a solidão e a saudade tem me consumido mais que anteriormente). Já havíamos combinado que iriamos para um clube ao qual somos sócios. Além de mim, mamãe e papai, meu irmão mais velho iria com a namorada e a filha dela, e minha irmã que mora em Lagoa iria com o namorado. Meus outros irmãos não puderam ir por motivo de trabalho e estudo.
A princípio, não reparei na sinuca que a vida estava me colocando; foi apenas no almoço do dia 15, no restaurante, que eu percebi e minha reação foi falar mentalmente "putz, me lasquei"! Motivo? Eu estava "de vela" no meio de três casais (e uma criança que nem sequer se dava ao trabalho de prestar atenção em nada além do próprio umbigo).
Neguei a princípio dizendo que era coisa da minha cabeça, mas os acontecimentos se desenrolaram para não deixar dúvidas: cada par conversava com o seu durante as refeições (e a menininha consigo mesma e poucas vezes com a mãe); os passeios de mãos dadas dos casais pelo terreno do clube (e a menininha correndo saltitante por todo lado); os momentos na piscina com sua cara metade (meu Deus, ATÉ A MENINA arrumou companhia)... em todos eles, adivinha quem sobrou??? Exato, adivinhou!!!  :'(
Mas não seria eu a estragar o fim de semana dos outros apenas pela minha solidão! Fiz o melhor que pude para não demonstrar meus sentimentos e nem ficar no caminho e descobri que sou ótimo em ser anônimo... quando notavam minha ausência (meu pai e mãe principalmente) já era fim da tarde ou  meio da noite.
Para não incomodar e ao mesmo tempo me distrair, nos momentos em que a família estava junta (geralmente almoços e jantares), eu ficava observando os detalhes do restaurante. Papai, meu grande herói (e o foi novamente), deixava mamãe de lado as vezes pra conversar comigo um assunto fútil qualquer, para me incluir no passeio; minha mãe se aproximava na piscina brincando comigo algumas vezes. Mas no geral... bem, vocês já sabem!
E assim foi meu fim de semana prolongado: ser vela entre casais felizes, me tornar invisível, ficar na minha (e a menininha nem se importou com nada) ...
Eu sei que egoísmo querer atenção em momentos assim e também não posso afirmar que se eu estivesse acompanhado e qualquer dos meus irmãos que estivesse sozinho, que eu iria lhes dar atenção, mas era o que eu queria: um pouco de atenção!
Queria cuidado, queria não me sentir MAIS UM no mundo! Queria... mas não podia ter.
O que eu tinha, em alguns momentos, era a chuva como companheira, e confesso que ela é muito boa para momentos de solidão, tristeza e saudade!
Como foi bom andar no cair d'água e me permitir sentir o abraço úmido e cálido da chuva de fim de primavera...
Como foi bom ser preenchido por sonhos gotejados e, mesmo sozinho, ser parte do todo universal!
...
Depois da dor inicial de ser deixado de lado, quando o desejo era outro, percebi o benefício do fim de semana (que agora jaz na memória).: aprender a estar bem comigo.
Deixar os medos, frustrações, angústias, sonhos e vitórias encherem o ser em crescimento que estou, trazendo um novo momento para a vida que escolhi.
Claro que não queria estar sozinho (um amor ao lado faz falta muitas vezes), mas foi bom...
Foi um fim de semana de me perder na chuva, para me encontrar em mim e saber enfrentar a solidão e a ausência, uma vez que elas não deixarão de existir se não quando eu quiser que assim seja!

(Reflexão para minha vida! Menos solitário intimamente, mas ainda necessitado de companhias que me dêem colo sem crítica)

segunda-feira, 11 de março de 2013

Amor mendigo


Ao som de "Come what may", Moulin Rouge

Foi por 5 segundos, não mais que isso... o ônibus seguiu seu caminho, meus olhos não.
Detiveram-se no incomum de uma cena inusitada e bela, acontecida em um domingo qualquer, numa tarde qualquer, à sobra de um prédio qualquer, de uma rua qualquer, de um bairro sem destaque...

Foi por 5 segundos, não mais que isso... o ônibus virou uma esquina, meu coração não.
Ele ficou perdido naquele olhar sincero daquele mendigo efêmero para aquela mendiga efêmera, num momento efêmero, de situações efêmeras, sobre um colchão imundo...

Foi por 5 segundos, nem mais e nem menos... o ônibus se foi, eu-coração fiquei.
Percebi-me totalmente emaranhado no doce daquele gesto de carinho imorredouro, protetor, doador... de quem não precisa de nada na vida além da presença daquela mulher, incondicionalmente...

Nada além de 5 segundos e meu paradigma foi modificado por um "amor mendigo", que da pobreza material, sujeira corpórea e situação de miserabilidade, mostrou-me a riqueza existente no coração de quem ama de verdade!


(aos mendigos que vi num domingo qualquer - e nunca mais depois disso - mas que mudaram minha visão de mundo e de amor!!!)

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

"Apenas pensando" nº 2


Ao som de "Lie", CNBlue

Se
   eu
     fosse
           um
              peixinho
                         e soubesse
                                        nadar...
                                                      possivelmente eu já teria me afogado "nesse mar"!

...

para nadar águas mais cristalinas do que essas onde estou, para que os raios  de sinceridade fossem abundantes e a hipocrisia nada mais que espécimes raros!

(para o número crescente de mentirosos que tenho encontrado nos últimos dias)