Estrelas do meu céu...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Tô precisando tanto de um abraço...


Ao som de "I"ll stand by you", The Pretenders

Acordei sobressaltado. Corpo arrepiando, coração apertado, sensação de estar caindo, mesmo parado. Naturalmente achei que estivesse febril; na verdade deseja que fosse apenas febre. Mas nem febre e nem outra doença fisiológica conseguia explicar a angústica e a dor que brotavam pouco a pouco no meu íntimo.
Deitado em minha cama, as lágrimas rolavam irrefreavelmente de meus olhos para o travesseiro. Era um choro tão doloroso, daqueles que soluço e gemido fazem cortar o coração de quem ouve. Infelizmente ninguém ouvia...
Não sei quanto tempo fiquei assim deitado, estático, chorando, tremendo e angústiado, durante a madrugada, que seguia insensivel à minha dor. Sei que o balsâmico cansaço meu bateu e sem perceber eu adormeci. Foi um sono intranquilo e amargurado.
Estar consciente de que o outro dia chegou não trouxe o alívio que eu esperava. Tentei me concentrar num pensamento feliz e lembrei de "Castelo Ra-tim-bum", quando o professor Victor gritava Raios e Trovões para estravasar sua frustração. Pareceu aliviar um pouco me sentir liberando com tamanha força toda essa angústia.
Mas parece que a vida estava conspirando contra mim para acentuar minha dor! Quando abri a janela, o céu estava nublado. Mesmo que o céu refletisse meu estado de ânimo, eu queria uma nesga de sol para varrer tanta tristeza e solidão. Será que era isso o que estava sentindo?
Olhei para o meu quadro de "Jesus", que tenho sobre a cama. Aqueles olhos profundamente misericordiosos e meigos, convidativos à entrega de nossas dores, me fez chorar. Se Ele, em Espírito e verdade, não conseguisse, ninguém mais conseguiria... acredito fielmente que venha dele um "jugo suave e um fardo leve". Mais que nunca preciso disso!
Talvez eu não consiga entender o que essas palavras querem dizer em sua plenitude. Se elas significarem brigas familiares, decepções amorosas, problemas profissionais e nenhuma diminuição da angústia interior,  tudo no mesmo dia, então estou conseguindo seguir bem o Cristo (desculpe a possível ironia, mas tá doendo muito e sei que Jesus me perdoa). Mas acho que não seja isso, porque Ele nunca quer algo que nos machuque!
A única coisa que sei é que doi tanto agora e que, por hora, não estou conseguindo pedir nada que não um abraço, na tentativa de me sentir protegido por alguém, afagando meus cabelos e dizendo que tudo vai passar...

(Isso vai passar também... desejo ardentemente que sim)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E com a palavra, minhas lágrimas!


ao som de "I will be", Avril Lavigne

(desculpem, mas hoje não consigo expressar em palavras... doi muito! A música talvez ajude a explicar)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Encontros na noite


ao som de "Tempo", Sandy Leah


Quarto fechado, coração oprimido. Talvez fosse o calor do dia que se condensou todo na minha cama; talvez fosse um desejo de que o mundo fizesse sentido. Sei que estava muito difícil ficar no meu quarto ontem a noite (e olha que para isso acontecer o mundo tem que estar acabando e mesmo assim...). Pelo visto meu mundo interno estava desmoronando!
Olhei o relógio, eram 23:54 ... em seis minutos eu deveria atrasar o relógio para finalizar hipoteticamente o horário de verão. Mas para que esperar seis minutos? Superstição ou algo de doido mesmo... não estava na minha sanidade mental naquele momento. Esperei. Um, dois, três, quatro, cinco, seis minutos; hora de atrasar a hora! Estranhamente a sensação de ter mais tempo me reanimou.
Depois de muitas tentativas frustradas de me concentrar na leitura de "The Hobbit" (em inglês mesmo para treinar), levantei de um salto na cama. Algo começava a crescer dentro de mim... um desejo ardente de fazer traquinagens! Inevitávelmente lembrei do meu amigo Breno, sempre me chamando de "menino sapeca implicito". Ri alto no quarto.
Tirei o short (aquele mesmo azul de malha e folgado) e fiquei um tempo me admirando nú pelo espelho. Preciso voltar a fazer as 600 abdominais que estava acostumado, pensei um tanto deprimido... sou o único bailarino com gorduras localizadas que conheço! Novamente ri alto à esse pensamento. Mas num todo, gostei! Jeans um pouco surrada, camiseta preta de listras, tenis... um look bem casual, acho eu. Ir ou não de boné? Melhor não. Minha colônia favorita (que uso só quando quero fazer besteira ou provocar a besteira de outro, rs), documentos, dinheiro, chaves da casa. Saio para a noite.
Andando jocosamente pela rua até o centro da cidade, percebo que uma brisa leve acaricia minha pele e tenta inutilmente desacelerar meu coração que palpita incomodamente. Olho para a esquerda na Rio de Janeiro e vejo que tem algo acontecendo na Space, a boite pertinho da minha casa, no centro da cidade, mas não estou a fim de baladas hoje.
A caminhada é convidativa, assim como o tráfego que segue para o centro. Alguns assovios, algumas buzinadas; finjo não ser para mim, mas um leve sorriso brota no canto da boca. Novamente o "menino sapeca implicito" volta à minha mente e imagino estar com a cara mais safada do mundo com esse sorriso travesso.
Passando perto dos Correios, um rapaz me encara. Finjo que não noto e passo reto (quem é doido de retribuir uma encarada no meio da noite?). Inesperadamente eu congelo quando ouço um "Ei Éverton" atrás de mim, possivelmente do "cara" que me encarou. Virando cautelosamente e olhando bem aquele rosto que sorri, percebi ser um ex companheiro de escola, que não via a pelo menos sete anos. Foi um momento de nostalgia e fofoca... muito bom recordar e atualizar.
Despedidas feitas, telefones trocados, hora de continuar meu rumo sem direção.
Durante o trajeto o celular toca e um grande amigo de Teresina está do outro lado da linha! Bom ouvir a voz dele... sempre é! Emoção a mil aliada ao que já estava sentindo... sou uma bomba emocinal. Sento no banco da praça enquanto converso ao celular; mais alguns assovios e buzinadas. Não consigo deixar de pensar que o povo da minha cidade é muito abusado ou muito oferecido! Mais alguns minutos até mais uma buzinada. Estranho que essa foi insistente. Não consegui deixar de olhar.
Sorrindo um tanto espantada, uma das minhas melhores amigas para o carro e sai toda arrumada, deslumbrante para ser mais exato. Segundo ela apenas uma festa de aniversário... "Aham, senta lá, Cláudia"! Ficamos lá conversando, rindo, comentando nossos problemas e dificuldades, rindo... foi maravilhoso passar aquelas duas horas com a Ju; é sempre muito bom estar com ela (que ela não saiba, claro, para não ficar se gavando depois, rsrsrs). Já eram 2:30 horas e a Ju foi pra casa depois de um longo e gostoso abraço (como se não fossemos nos ver em poucas horas).
Rumei a avenida Brasil tensionando ir pra minha casa quando um carro para ao meu lado. Três rapazes me olham, sorrindo mal-intencionados. Seguiu o diálogo:

- Ei gato, tudo bom?
- Beleza... estão perdidos?
- Só se for na sua beleza (o rapaz sentado no banco de trás fala e começa a rir sem graça com meu olhar).
- ...
- E me diz, quanto que tá?
- Quanto está o que?
- O programa? R$200,00 paga pra nós três?
- Olha... desculpe mas...
- Tá bom... R$250,00... falei pra você que bonito desse jeito não ia dar pra fazer desconto, né bicha...?
- É. Ah, mas olha... vale a pena! (o outro, sentado no banco do carona)
- Gente... valeu, mas eu não faço programa. Estou indo pra minha casa.
- Ah, que pena... tem certeza?
- Tenho... obrigado e tchauzinho pra vocês! Boa procura...

Enquanto descia a avenida, vejo o carro parar novamente perto de mim, os rapazes aumentarem a proposta, receberem decepcionados a recusa, buzinar e sair para algum local onde pudessem encontrar o que desejavam.
Depois de me certificar de que realmente haviam ido embora, sentei na calçada e comecei a rir, alto e bobamente. Ri dos encontros de uma noite que deveria ser de peraltice; ri da minha ingenuidade; ri da minha necessidade de ser o centro das atenções e ri de não quere-la mais quando aconteceu...
Foi a situação mais estranha que me aconteceu e, pior que isso, percebi que minha vontade de ser "sapeca" não era assim tão grande ou autêntica. Percebi, já novamente no meu quarto, que eu precisava era rir bastante para desafogar o sufoco no meu coração e entender que a vida é muito mais simples do que fazemos dela.

(diário explicito desta vez, rsrsrsrs)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Como não machucar um coração?


Seja sincero desde o começo: muito pode ser perdido pela "tiririca" da desconfiança e da mentira.
Juntinho com a sinceridade, seja fiel; mas não aquela fidelidade misturada com o obsessivo ciúme. A fidelidade que vem junto com a cumplicidade e o querer estar junto... aquele mesmo querer estar junto de mãos dadas no meio da rua, sussurrando carinhos ao ouvido e pensando lá no fundo que o tesouro do seu coração finalmente foi desenterrado.
Seja também firme; os ideais e planos devem ser pautados na firmeza de conduta de um e outro. Essa firmeza também é necessária para evitar "tentações" e possíveis futuras desculpas fajutas de que "a carne é fraca".
Sorria, beije, abrace, elogie... ninguém é vidente para saber que está agradando ou não e, num caso de desagrado, seja sempre gentil e afetuoso para falar a verdade.
Diga sempre à essa pessoa que a ama, se realmente a amar, sem esperar que o mesmo lhe seja ofertado de volta. Se é amor de verdade o sentimento é tão puro e sublime que consegue sustentar-te nos momentos de carência.
Tente não magoar, mas, se ainda o fizer, saiba reconhecer o erro e pedir perdão. Nada doi tanto do que ver a pessoa amada com um olhar de dor, decepção e repugnancia, assim como o seu remorso em ter magoado essa pessoa (geralmente por algo que não tem justificativa).
Relembre os bons momentos e espalhe-os ao vento para que contagie a todos, pois assim logo estará cercado de várias pessoas se amando ao redor.
E, embora não tenha conseguido relacionar tudo o que possa prevenir o machucado em um coração, acredito que fazendo isso já é um começo e tanto, pois que a vida vai ajudando no outros pontos fundamentais...

(será que você me perdoa?)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Desmistificando um psicólogo



Desculpe, mas:
Não vou ser 100% compreensivo com você,
Não vou te escutar quando não quiser,
Não vou parar minha hora de almoço para te atender...

Eu também vou ao banheiro,
Também sinto sede,
Também sinto vontade de chorar,
De gritar, de socar, de pular de um penhasco e me explodir no nada...

Desculpe, mas:
Não vou ficar te desculpando sempre que cometer alguma mancada,
Não vou deixar barato as indiferenças e falta de tato que continue tendo,
Não vou fazer sessão gratis para amigos, parentes e vizinhos apenas para menter essas relações,

Eu também vou para baladas, cinemas, teatros e festas,
Também faço compras fúteis além de livros que apenas psicólogos podem comprar,
Também gosto de marquinha de sunga depois de um dia de piscina e de ficar me exibindo para tentar atrair alguém interessante,
E me envolver, e me apaixonar, me decepcionar ou amar, me entregar...

Sinceramente desculpe, mas:
Nas minhas férias eu quero estar é com minha família e amores,
Não sou obrigado a te tratar como a pessoa mais importante da minha vida quando te encontro na rua e sim com toda a educação que sempre trato todas as pessoas,
Não vou deixar de comprar em promoções ou disputar a última mercadoria da prateleira apenas pela profissão que abraço,
Não vou te "add" no orkut, seguir no twitter, no facebook ou no formspring ou escrever corretamente msn para alegrar sua insana necessidade de que eu seja profissional até durante meu momento de descontração...

Contudo (e isso te garanto):
Serei o melhor profissional que eu conseguir ser,
Ético, responsável, compreensivo no que conseguir,
Respeitoso, acolhedor, dedicado e o mais correto possível com a minha vida...

Pois que antes de psicólogo, sou ser humano e como todos almejo ser sempre melhor
Para mim, de maneira a refletir nos outros com meu exemplo!

(para todo mundo que acha que ser psicólogo é ser santo)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Frase decisiva nº 2


Se espera que meus passos continuem seguindo os seus rastos vazios, sinto muito... ainda tenho um bolo para assar e uma vida para seguir!

(vou deixar que me deem valor antes de me entregar... talvez eu sofra menos quando for embora)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Frase sentimental nº 20

 ... e se eu soubesse que seria assim, teria me doado mais para receber seu carinho, sem medo de não ser merecedor, indigno ou mesmo tolo...
(engraçado esse medo que surge na gente às vezes)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Tiras, fitas e laços


E de repente eu percebi que não fazia sentido estar lá sem a sua presença e que seria estúpido continuar fora dos meus limites, que se tornaram seus limites também. E o ilimitado agora era uma algema e minha vida estava presa à sua de uma maneira regularmente inexplicável.
E minha vida foi costurada com esperança e desejo à sua alma, tendo por agulha bendita o espinho do "será que?"; e minha alegria não era constante pois sempre que estou longe é como se uma tira de minh'alma se soltasse e precisasse ser recosturada quando estamos juntos.
Mas um dia as linhas se acabam e nos restam as fitas e os laços que foram feitos (que ainda e para sempre estarão bem feitos como nós cegos, videntes certeiros de um futuro forçoso e belo)!
E tudo que me era normal tornou-se estranho, como num passo de mágica, e me senti desconectado com o mundo em que vivo, almejando estar no seu mundo e vivê-lo, e amá-lo e esperar que você volte para mim!

(precisando amarrar a ponta que esvoaça ao vento)