Estrelas do meu céu...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Diálogo explícito nº 1


Ao som de "Morada", Sandy Leah

- Por que você está me olhando - me perguntou, depois que abriu os olhos e se recuperou da tarde de amor que tivemos.
- Nada não
- O que é? Me fala?! - insistiu, com seus olhos luminosos e cheios de calor.
- Estava pensando apenas...
- Em que você estava pensando?
- Que eu tenho muito medo de te perder - falei baixando os olhos pra evitar chorar.
- Você não vai me perder, preto! Nunca... - disse, me abraçando.
- Promete? - perguntei entre desesperado e aliviado.
- Prometo.

Quase dois meses se passaram à essa tarde e meu coração repassa esse breve diálogo a cada segundo livre.
Meu coração aperta a cada frase, como se tentasse compensar a saudade e o vazio! E eu, no que consigo, tento manter firme a pequena chama da minha esperança, prendendo-me à sua promessa...

(não quebre sua promessa... por favor!)

domingo, 4 de agosto de 2013

Diálogo triste nº 1


Ao som de "When I was your man", Bruno Mars

- Pai, podemos ter uma conversa de pai pra filho? - perguntei, cabisbaixo.
- Claro, meu filho. O que há?
- O senhor ama a mamãe?
- Muito, meu filho! Mais do que consigo falar... - ele respondeu, surpreso com a pergunta.
- E quando o senhor percebeu que amava a mamãe? (olhei, mal disfarçando minha ansiedade).
- Uai filho... senti que amava sua mãe quando ela me aceitou, do jeito que eu sou, e mesmo eu não podendo dar nada para ela, ainda assim ela me quis! - respondeu, como se voltasse no tempo.
- Ah... - fiquei estranhamente triste.
- Por que, meu filho? - ele me olhava com um carinho tão grande, que não sabia como não chorar.
- Eu também estou amando, papai... - e o soluço foi mais forte.
- Mas... isso é muito bom, uai! Por que chorar se amar é bom? - tentou me consolar, sem entender porque eu chorava.
- O problema pai é que  não está adiantando eu aceitá-lo como ele é e que não tenha nada para me dar; ele não me quer como eu quero ele...

(será minha sina amar quem não me ama?)