Estrelas do meu céu...

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Tempo


O novo CD da Sandy, "Manuscrito", incrivelmente diz muito de mim; assim, quem quiser me entender um pouquinho mais, só comprar ou baixar as músicas da internet (sou suspeito, mas recomendo, porque ficou muito bom!).
Contudo, pra dar uma palhinha e dizer profundamente de mim, deixo a letra de uma das músicas; apreciem e degustem intimamente...

Tempo (Sandy Leah/Lucas Lima)

Invernos
Impérios
Mistérios

Lembranças
Cobranças
Vinganças

Assim como a dor que fere o peito
Isso vai passar também

E todo o medo, o desespero e a alegria
E a tempestade, a falsidade, a calmaria
E os teus espinhos e o frio que eu sinto
Isso vai passar também

Saudades
Vaidades
Verdades

Coragem
Miragens
E a imagem no espelho

Como a dor que fere o peito
Isso vai passar também

E todo o medo, o desespero e a alegria
E a tempestade, a falsidade, a calmaria
E os teus espinhos e o frio que eu sinto
Isso vai passar também

Isso vai passar
Isso vai passar
Isso vai passar também...

domingo, 27 de junho de 2010

Se disserem não...


Se o mundo disser não para seus desejos (ardentes, calientes, comoventes e quantos "entes" desejar na definição), não se preocupe e simplesmente viva... ninguém vai, verdadeiramente, notar se você está ou não feliz com a realização dos seus desejos; geralmente, os "nãos" são hábitos arraigados, vindos de tempos primevos que eles (e também nós) não querem deixar de ter.
Se a vida disser não para seus sonhos (delirantes, reais, enregelantes, ancestrais, premonitórios e assim vai), não se preocupe e continue sonhando... nada, nem mesmo os amores, podem limitar ou precisar a extensão de um sonho ou as consequências dele em nossa vida; assim, para a diversão, emoção, organização ou reverberação, sonhe e deixe sonhar!
Se o medo disser não para seus amores (apaixonites, paixões, namoros, noivados, casamentos ou simplesmente ficadas), entregue-se com mais afinco à esse "todo poderoso sentimento"... apesar de não ter mensuração e ser facilmente confundido com outros sentimentos tantos, nenhum outro pode experienciá-lo em seu lugar e é tal privilégio que torna a vivência do amor um momento único, imperturbável até mesmo para os medrosos profissionais!
Se a dor disse não para você, aceite de bom grado esse não... é na dor deles que conseguiremos recursos pra crescer e desenvolver, assim como as sementes que arrebentam-se para deixar fluir de si a essencia para fazer-se árvore; nem todos os não vem contaminados com o peso da maldade e é preciso ser maduro para aceitá-los conscientemente!
Se os homens (ou mulheres, ou crianças, ou...) lhe disserem não, sorria sinceramente, olhe profundamente, entregue-se verdadeiramente e diga-lhes sim... é o que precisam para serem felizes e desejarem usualmente!

sábado, 26 de junho de 2010

Quando as palavras não dizem tudo


O frio me traz uma sensação diferente,
Um refugo inexplicável, uma atração entorpecente...
Doce imparidade de olhar transigente,
Ora superada, ora elude falha!

O frio me diz de uma emoção que me deixa descontente,
Um medo incontrolável, uma força envolvente...
Feia cicatriz vaporável de sorriso vopulado,
Ora exasperado, ora reticente!

O frio me convoca a um desejo ardente,
Uma ilusão inalienável, uma verdade incoerente...
Intrigante peça de decoração de um coração amante,
Ora copioso pranto, ora gargalhada estridente!

O frio simplesmente traz,
Talvez uma prece, um beijo, uma canção...
E na dúvida (e ligeira incapacidade de expressão) do que ele me traz usualmente,
Fico com o medo, a cicatriz, a ilusão e o desejo ardente, geralmente!

(para falar do meu inverno)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Querendo o que não posso ter


Abro os olhos e vejo o mundo...
Ele desnuda-se no espaço etéreo,
Entrega-se na amplidão dos sentimentos humanos,
Perde-se na dor e na imensidão dos sentidos efêmeros,
E gira, corre, faz e desfaz...

Fecho os olhos e perco o tempo...
Ele acelera a dimensão de tudo,
Esvazia-se no todo e no nada,
Paralelo adstringente entre o acaso e o destino,
Que diz, silencia, traz e leva...

Abro os braço e tento voar...
Mas o vento não sopra em minhas costas,
E minhas asas fictícias não sobem e decem o céu azul,
Que pela minha tristeza fica cinza,
E violeta, e negro e vazio...

Fecho o coração e tento pensar...
Mas percebo que sentir e pensar podem caminhar juntos,
E fazer, e realizar, e desenvolver e ampliar,
E o que não conseguem juntos,
Eu deixo pra um outro momento em que possa ter tudo!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Poemeto de dor e confusão


A espera consiste em pausa,
Que o corpo insiste em não querer.
A expectativa vem do medo,
Que a vida inspira quando não se sabe o que fazer!

A pausa requer paciência,
Para que na inércia haja virtude...
O medo ilude as virtudes,
Pelo fazer de poucas atitudes!

As atitudes não são a glória,
Visto que esta vai além de ações.
As ações são a esmola,
De uma vida de solidão!

Estes versos não dizem tudo,
Mas dizem o que passa as vezes em minh'alma...
Dizem um pouco de absurdos,
E de lágrimas, de suspiros e de soluços!

terça-feira, 22 de junho de 2010

E mais uma coisa em comum...


Quando o mundo fica sem sentido e as formas não são as mesmas dentro de um todo,
Quando o tempo decide parar e o desejo continuar impossivelmente na imensidão das conexões (sinápticas, fisicas, metafísicas, subjetivas e tantas outras) que se extendem infinitamente,
Quando o ser precisa desesperadamente do ter o que "não pode" para sentir e existir na vida e para o mundo,
O mundo, o tempo e a vida surpreendem (a si e a mim) com um sopro renovador!

Tudo entra no eixo...
Tudo faz sentido...
Tudo volta a se mover...
O ser e o ter se aproximam intimamente em mais uma coisa em comum...

Um time, um desejo, um lampejo,
uma profissão, um número, um acúmulo,
um sentido, um abismo, um apelido (talvez esse não),
um rumo, o todo, o tudo!
Que ao mesmo tempo é o nada, que deliciosamente não é um basta para uma relação!

E ela, a relação, profusão, averiguação, inibição, apreciação, furacão, emoção, expectação, exasperação e conclusão,
Não seria nada sem as coisas comuns...
Incomuns no destino,
Perigosamente conectadas ao coração!


(para você que tem em comum comigo!)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Expectativa

A vida passa incessante e célere; mas me parece que rasteja dificultosamente pelo tempo que perde-se em si mesmo na espera angustiante de um momento oportuno para demonstrar toda a beleza de um encontro feliz...
As noites correm pelas intempéries inalteravelmente; contudo tenho a certeza de que a corrida é em marcha lenta, como se cada milésimo de segundo fosse um abismo abissal entre um e outro e que o tempo atemporal não consegue transpô-lo para fazer-se cronometrável e permitir, enfim, a entrega expontânea de um amor irremediável...
Os dias translucidam-se para as mentes abertas à paciência e aceitação da vontade imperturbável do tempo, mas a minha percebe-os com suas turvas nuvens a rirem-se de mim da minha aflição e tremor pelo momento tão esperado que aguardo do fundo d'alma...
As horas, os minutos, os segundos, os milésimos de segundo e toda a cronologia do infinito passa, mas meu coração continua preso ao ponteiro que numa brincadeira macabra de maltratar a emoção, insiste em travar o único relógio que minha vida conhece como sendo fátidico marcador de tempo, evento e sentimento...
E eu sofro, choro e me perco na mente da expectativa, que vive a expectação da mente tempestiva...

terça-feira, 15 de junho de 2010

Little Prince


Antes que eu fechasse os olhos e esperasse o tempo passar
Não acreditando que a vida pudesse me emocionar novamente,
Deus me honra com um recado, um presente
Revificar um sentimento distante, mas insistente, e navergar
Ébrio mar dançante e
caliente, e nele desejar, sonhar e amar...

Loucura, insanidade e insensatez, alguns diriam...
Ufania, unicidade e primazia, outros falariam...
Independente do que todos pensariam ou sentiriam...
Zênite lirico e profundo se cria, e nos conquista, e nos embala, e nos envolve (e eu voaria)

Tudo me parece muito incomum e um tanto atemporal...
Alguma coisa me diz, no íntimo, que esse encontro real e deliciosamente paradoxal,
Vem de um lugar que não pode ser medido, equalizado ou profundamente decifrado
And an unchained melody floats in my heart for you
Redesenhando um mundo real e ao mesmo tempo encantado
Esfacelando os medos do passado, fazendo ribombar novamente um coração (agora) aliviado e
Sentenciando em mim um desejo imperturbável: entregar-te o coração para teu castelo aládo.

(para dizer de uma conquista)

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Beijo

Uma sensação ardente percorre os lábios, em movimentos compassados com o tambor do coração! A pele se arrepia, os olhos se fecham, a mente voa e o corpo ganha vida própria, sem que a consciência reprima a força de um abraço que se fecha em outro abraço, que se liga a um movimento similar de lábios, corpos e mentes...
Um arquejo enrejelante percorre o abdomem, em movimentos circulares, irregulares! As pernas tremem, os pés enraizam-se, o calor atravessa os músculos e um vulcão sobe pelo corpo a derramar o magma poderoso do desejo, que se funde a outro desejo também enrejelante e poderoso, acontece a entrega...
E nela não existe mais o tempo, o medo, o cansaço, a dor, a alegria, o furor...

Não existe mais o pesar, o pensar, o caminhar ou o falar...

Não existe os conceitos, os pré-conceitos, os preconceitos...

Não existe conhecimento, ciência, religião, doutrina, política, regime do que seja...

Não existe nada convencionado ou planejado, instituido ou sancionado...
Existe apenas o beijo!


(para pensar, motivar, desejar e me mostrar, relativamente)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Alguém sabe responder?


Por que será que hoje resolvi sair da cama? Estava de folga mesmo... não tinha sentido! Mas ainda assim escolhi sair. Eita decisão idiota!
Pra variar, meu pescoço estava duro (já disse que preciso comprar outro travesseiro); meu celular descarregado, minha janela emperrou... por que não percebi os sinais claros demais de que eu deveria voltar pra cama e dormir mais... fazer hora; ainda assim briguei contra os recados e sai do quarto.
A sensação passou durante o café, que foi como sempre; "Deve ser coisa da minha cabeça", pensei rapidamente, tentando planejar como aproveitaria meu dia. Ah, mas como eu estava enganado em certos pontos... primeiro o PC se recusou a ligar ("Ah, ele já está velho mesmo... deve estar precisando trocar..."), depois ficou travando praticamente a manhã toda, minha mãe e minha irmã me encheram a cabeça pelo menos por duas horas, o arquivo que estava baixando cancelou "misteriosamente" quase no fim e não consegui editar a música para a nova coreografia do ballet. Depois disso tudo, quando finalmente disse: "Desisto, vou voltar pra cama", lembro que adiantamos o ensaio do ballet para as 13:00 horas e faltavam exatamente 3 minutos para as 13... desesperado pela casa, pego tudo o que preciso e saio correndo, sem almoço ou um lanchinho que fosse...
No ensaio correu tudo bem (tirando a sapatilha que esqueci); na verdade, muito melhor do que eu poderia esperar! A dança tem o grandioso dom de fazer com que tudo dê certo ao meu redor...
Suado, cansado e dolorido (mas de muito bom humor), volto pra casa escutando música (outro santo remédio) e viro o pé! Queria ter pensado que é um sinal de que tenho pé, ou que foi uma maneira de prevenir algo pior, mas meu único pensamento foi: "Aaaaaaaaaaaaah, seu #%¨@$%+*#$!#&% " (não costumo falar palavrões, mas voltei a ficar tão estressado que apenas agora me dei conta do que fiz na hora).
De volta à minha casa, mancando, lembro que tenho mais um milhão de coisas que meu conturbado dia me impossibilitou e que, amanhã, será muito pior com o acumulo! De repente sinto minha cabeça girar, o ar faltar, o coração acelerar...
Nessas horas em que o desespero vem, tenho três atitudes na seqüência: mordo o travesseiro e grito até cansar, choro até me acalmar e oro pra conseguir, de certa maneira, força e estímulo pra continuar...
Mas aquela pergunta... aquela perguntinha, mínima, insignificante e que faz tanto sentido não para de me assaltar: "Por que será que hoje eu levantei da cama?"

terça-feira, 8 de junho de 2010

De repente me deu uma vontade de sorrir...


Sorrir é uma expressão, uma emoção...
Uma arte inalterável, uma decisão inalienável!

Sorrir é uma fração, um pedaço,
um motivo, um passo, um compasso,

um regasso, um despacho, um fiasco,
um estilhaço, um estardalhaço, um fausto...

Sorrir é vida, é calor...
Uma verdade, um senhor de terno e gravata!

Sorrir é estar disposto a descobertas,
a vivências, a tendências, a experiências,
a crenças, a resiliências, a benevolências,
a proficiências, a "querências", a carências...

Sorrir é querer sempre mais...
E do mais fazer o nada para conseguir mais sorrisos!



(para aqueles que sorriem com os olhos, com os lábios e/ou com as emoções)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

De repente me deu uma vontade de chorar...


Há momentos em que não é preciso dor pra gente chorar...
a vontade vem sem que a gente queira ou, quem sabe, permita!
Há momentos em que não é preciso alegria pra gente chorar...
as lágrimas descem sem que a gente perceba ou, quem sabe, entenda!
Há momentos em que não é preciso pensar em nada pra gente chorar...
a garganta aperta sem que a gente refreie ou, quem sabe, se proteja!

Qualquer coisa pode nos fazer chorar:
uma música, uma arte
um sorvete, um baluarte
um livro, uma cena
uma comida, uma oferenda
um abraço, um beijo
uma lembrança, um teixo
uma oração (e essa sim me leva a prantos dolorosos e profundos)...

Não me importo com as lágrimas,
elas geralmente lavam sentimentos muito arraigados dentro do meu coração (dissolvem amargores)...
Não me importo com o nó na garganta,
ele suprime um soluço dispensável num momento que é meu e de mais ninguém...
Não me importo com o momento,
pois o nó na garganta e as lagrimas vem no melhor momento que poderia acontecer (eu acho...)!

O que me importa é o sentimento!
Por que estou sentindo isso AGORA?
Por que esta emoção mexe comigo deste jeito?

E, mesmo que não haja uma resposta racional,
mesmo que não haja um momento crucial,
uma revelação divina, um insight

Ainda assim, nos momentos de chorar
quando, de repente, bater aquela vontade,
vou deixar a emoção me levar...

As lágrimas rolarem,
o nó se formar,
a dor dissipar
e ficar apenas a vontade, a emoção e a vivência do chorar!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Rotina? Depende de quem vê!

Abro os olhos, faço uma prece ainda sonolenta e volto a dormir mais um pouco. Acordo assustado, com o remorso batendo à porta da consciência dizendo que eu devia ter levantado 15 minutos atrás... o dia vai ser cheio!
Arrumo a cama (ninguém deve ser obrigado a arrumar suas coisas por você), dizendo pra mim mesmo que vou comprar outro travesseiro (para acabar com a dor no pescoço) e outro conjunto de cama, para valorizar o meu quarto.
Olho ao redor e lembro que preciso terminar de guardar os livros que acabei de ler e retirar da estante os outros que ainda preciso ler (o que tenho certeza não será nenhum sacrifício), além de arrumar o quarto, guardar as roupas limpas, por as sujas pra lavar, reorganizar a agenda pro dia seguinte (a preguiça me obriga a passar algumas tarefas para o dia seguinte, de maneira que eu tenha um tempinho para ler durante a tarde).
Abro a janela do meu quarto e aprecio o tempo por alguns segundos (Bom dia, dia!, digo assim que avisto o céu anil ou as núvens cinzentas, ameaçando chover demais); escuto os pássaros, trinando, os carros passando, as pessoas conversando, o tempo se movendo segundo a segundo... estou atrasado!
Visto a primeira roupa que encontro na banqueta (ou no guardarroupa) e saio apressado; evito o espelho até ter jogado água suficiente no rosto e nos cabelos. Escovar os dentes se torna um misto de sons da escovação e de uma de minhas músicas preferidas que tento cantar em voz alta enquanto tenho espuma na boca (vira um momento "lambreca" muito divertido)... dou risadas de meu pequeno momento de loucura.
Ligo o PC assim que saio do banheiro, arrumo uma grande caneca de pingado (para os não mineiros é cáfe com leite) e coloco tudo o vejo pra comer: bolo, pão, pão de queijo (não pode faltar, claro), biscoito, mamão, melão... talvez isso explique porque não perco os dois quilos que engordei no mês passado, mesmo com tantos exercícios!
Conectado à web, vejo o que está acontecendo em Minas, no Brasil e no mundo e grande parte das notícias me deixa um tanto pra baixo (que triste visualizar certas atitudes que os humanos tomam!); mas as noticias agradáveis que vejo são realmente muito agradáveis e rebatem o "quê" de desesperança que ameaça me contaminar. Como não pode deixar de ser, entro no msn, blog, orkut, twitter, badoo, site da Sandy, dos Cavaleiros do Zodíaco e alguns outros sites que possam me interessar durante o dia (fora todos os sites espíritas confiáveis que conheço pra não deixar de lado a função de divulgador)... fico horas conectado, até que o estômago anuncia que é hora de abastecer o tanque!
Não me preocupo muito com o almoço durante a semana; o que tiver eu como! Faço um almoço rápido e mais leve, pois vou andar muito durante a tarde!
Nova escovação, nova música, mais lambreca (por que será que gosto tanto de fazer isso?). Organizo tudo o que vou levar na mochila (e lembro que prometi mês passado que iria comprar outra, porque esta está um lixo) e saio sob a benção da minha mãe. Tento serguir à risca a agenda: passar no correio, no banco, na banca de jornais, na boutique, no Boticário, atender todos os clientes nos horários agendados, tomar um copinho (ão) de sorvete, correr pro ballet (e chegar dez minutos atrasados)!
No ballet, treino, treino e mais treino;
pliés, relevés, passés, chassés, coupés, developpés, arabesques, cambrés e tudo quanto é posição e nome francês que a professora vai dizendo pra fazer no tempo da música (geralmente um piano bem rápido)! Depois que os músculos e cartilagens estão bem alongados e aquecidos, começa os ensaios da nova coreografia pro nacional!

" - Tá errado, voltem e comecem do começo."
" - Será que vocês desaprenderam de um dia pro outro? De novo!"
" - Que baguuuuuuunça! Volta."
" - Vaaaaaaai! Força!"

Horas e horas ensaio até que, ou nossas expressões de zumbis, ou nosso esforço continuo amolecem o coração da
teacher e ela nos libera para um merecido banho!
No caminho pra casa, como a fruta que deveria ter comido às 15:00 (
Ops! I did it again). Em casa, tenho 10 minutos de banho, arrumo na velocidade do som e corro pra casa espírita (melhor não deixar minha evolução espiritual de lado, certo?!)... tem muito o que fazer lá também! Mais algum tempo de trabalho e finalmente... descanso! Hora de ir REALMENTE pro "lar doce lar".
Na minha casa, um lanche leve, um pouco de tv e cama... uma oração de agradecimento, um sorriso divertido por receber uma resposta carinhosa do mais além e fecho os olhos, na certeza de que o outro dia será muito parecido com este (seja nesta ou na outra vida...)!
Este não é um relato de todos os dias (visto que as novidades sempre fazem parte do cotidiano humano), mas, é possível viver rotina desse jeito?