Estrelas do meu céu...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Saudades de casa


Ao som de "It's time", Imagine Dragons (Glee version)

As vezes a solidão bate mais forte. E ai eu choro.
Sem ninguém com quem conversar, ninguém para simplesmente olhar nos meus olhos e dizer que ficará tudo bem, fica simplesmente difícil acreditar que fiz uma boa escolha vindo para cá! É tanta gente preocupada consigo mesma... e eu estou tão sozinho.
Meus irmãos aqui são um alento, mesmo que a maior parte do tempo estão preocupados com eles mesmos... não os culpo! Depois de tantos anos sem um contato direto e constante comigo, é um redescobrir   a relação familiar; e por minha vez tento não ficar no caminho das vidas deles, pois não seria justo. Mas e quando eu precisar de um abraço ou simplesmente um olhar? O que faço?
Sei que deveria ser forte, afinal foi minha escolha. Mas será que alguém entende todas as renúncias que fiz para chegar até aqui? Não tenho mais meu amuleto para me tirar do estado de desespero; agora é "eu por mim mesmo".
Para mim é simplesmente difícil estar aqui! Não que as oportunidades não sejam incríveis e cada dia não me desafie a me tornar um pouco melhor do que já fui... estou aprendendo muito longe dos meus pais, dos meus outros irmãos, dos meus melhores amigos, de muitas pessoas e situações que me confortavam e me deixavam plenamente feliz! Mas... dói...
Não quero ir embora... isso não! Apenas gostaria que essa sensação de solidão e vazio fossem embora e, no lugar, eu fosse preenchido pela alegria que possuía antes.
Chegar ao topo é mais complexo que eu imaginava nas minhas deliciosas fantasias juvenis e, como adulto, sinto o peso da idade e o tempo que passa sem que eu tenha conquistado muita coisa... nem dinheiro, nem sucesso, nem alegria... talvez amor, mas este também está difícil pela distância...
Ah, a distância, essa vilã!
Parece que tudo se resume a ela, que separa corações e felicidades de mim.
Que te fiz, arma maldita da vontade, para que me dardejasse com tanta força, sem que eu pudesse ao menos proteger-me minimamente?
...
Tenho saudades de casa.
Saudades de acordar com o cheiro do café na cozinha, feito pela minha mãe; meus cachorrinhos fazendo algazarra quando me viam; meu pai com sua carranca matinal me abençoando o dia; minha irmã com sua divertidíssima dificuldades de acordar; meu irmão com seus monossílabos de início de dia!
Tenho saudade das conversas com o Breniquito, até tarde da noite, no portão de casa; das aulas de ballet no Studio da Ju, dos conselhos que ela me dava em relação ao meu coração sempre a procura de um dono; tenho saudade das peraltices das meninas nos ensaios, sempre com uma piada besta que me fazia rir pela idiotice que era...
Sinto saudade de sentar no banco da praça da Lagoa, sentindo o vento bater em meu rosto enquanto eu lia um romance qualquer. Sinto falta das atividades intermináveis da casa espírita, que me tornavam um homem melhor.
...
Sinto saudades de uma vida que já não é mais minha, pois que mesmo voltando, nunca será como antes. Sei disso pelas poucas visitas que faço à minha terra...
Sinto faltas de um Éverton que já não existe e que está morrendo de medo de se tornar o "Novo Éverton", que possui muito do passado, mas abriu a vida para o futuro e não está aceitando muito o que vê.
Sinto falta... mesmo sabendo que a jornada é solitária!
Apenas podia doer menos, né?

(depois de tanto chorar, recomeçando a escalada para o topo)

domingo, 21 de outubro de 2012

"Emputecido" part I - Escolarização


Ao som de "O quereres",  Caetano Veloso

Sabe o que me irrita em uma parte dos trabalhadores do serviço público ou dos teóricos e idealizadores de projetos "sociais"? A quantidade de merda baboseira que falam.
Antes, contudo, de eu relatar o ocorrido, deixe-me esclarecer certos detalhes pra tornar mais claro o meu "emputecimento":

1 - Acho inútil certos treinamentos em que a explicação de um serviço projeta o ideal e não o real do que acontece no dia-a-dia;
2 - Reuniões depois do almoço são inúteis para a maioria, porque estudos comprovam que o raciocínio fica mais devagar uma vez que está acontecendo a digestão. Logo, ninguém presta atenção de verdade estando com o estomago cheio, no calor da tarde e num falatório interminável;
3 - Detesto conclusões, como diria meu gerente, simplistas demais.

Dito isto, vamos ao acontecido.
Nesta terça-feira, dia 16/10, houve reunião intersetorial no meu serviço, evento que já está acontecendo há algumas semanas. Nele, cada serviço da Regional explica os objetivos, a metodologia e o alcance do seu setor. Tudo para tentar facilitar nosso trabalho no que se refere aos tramites e entradas burocráticas do sistema governamental.
Como eu tinha dito, reuniões à tarde são um saco. Junte isso com o fato de ser após o almoço (banzo indiscutível), num calor de 32º C (de estado de obnubilação para transe irrefreável) e com alguém que consegue falar mais monotonamente que o Lula Molusco (de transe para catatonia em 3, 2, 1...)... Imaginou? Pois é... esse era o meu estado na reunião: mais dormindo que acordado (não tenho vergonha de admitir que estava terrivelmente chato).
Contudo, entre o cochilar e um despertar, mesmo com meus colegas mais disciplinados, ou mais hipócritas, rindo da minha situação, acabei ouvindo algo que me despertou completamente. Assim como uma descarga elétrica percorrendo em alta velocidade um corpo metálico, aquela frase trouxe em mim um desconforto imenso, tamanha foi minha incredulidade.
A senhora que coordena o programa "Família-Escola" em minha unidade (que por mero respeito não direi o nome dela ou a qual unidade pertenço) disse exatamente assim:

"- Graças ao governo, as crianças estão entrando cada dia mais cedo na escola, com 3 ou 4 anos de idade, e dessa maneira a gente comprova que a população está mudando para melhor em qualidade moral e para uma educação de qualidade, que está cada dia mais forte e segura..."

Durante alguns minutos, sem que eu consiga precisar quantos, fiquei olhando bem para aquela senhora que certamente vem de longos anos dentro da área da educação. Talvez mais anos que eu tenho de vida. Percebia naquele olhar firme as inúmeras batalhas que ela viveu dentro da área educacional. Porém, não conseguia crer que ela mantinha seu discurso a favor deste posicionamento.
Talvez você que me lê esteja achando que não sou otimista ou que não compreendo a situação como um todo. Digo que sou otimista, mas não sou bobo e sim, eu compreendo a situação de uma ótica mais ampla que muitos outros.
Sou "fruto" do sistema educacional, uma vez que toda a minha família é composta de professores (pai, mãe, irmãs, tias, primos...) e eu mesmo tenho uma "queda" profissional pela área da educação. Aliado a isso, como psicólogo, consigo perceber certas nuances no "fazer a vida" que outros profissionais não consegue. Talvez por este último motivo não aceito que digam que colocar uma criança mais cedo na escola resolva os problemas morais da sociedade brasileira e tão pouco faça com que a educação seja de qualidade. Se fosse assim tão simples, era só colocar as crianças em tempo integral na escola, assim que nascessem, que nenhum outro problema social haveria.
A prática mostra exatamente o contrário!
Infelizmente vivemos um momento em que os pais estão jogando a responsabilidade da educação de seus filhos às instituições educativas, dispensando todos os momentos que poderiam estar com seus filhos. E as escolas, na figura de seus funcionários, não conseguem nada além de banalização popular e governamental, mixarias como salários, escárnio do alunado, desrespeito das outras classes trabalhadoras e sobrecarga dos pais irracionais e incompreensíveis.
Para os pais a situação é agravada com os aumentos irracionais dos impostos e juros, a estagnação dos salários, a necessidade de sustentar a família e, desculpe a todos, o querer ter mais do que ser, faz com que eles, essas pessoas, se afastem cada vez mais do convívio familiar por não saberem nem mesmo o que querem para si próprios.
Quantas não foram as vezes que eu ouvi: "nossa, mas não dá pra ficar com meu filho durante as férias também não?" ou "Eu trabalho o dia inteiro e o merdinha ainda fica me enchendo o saco quando chego em casa!". Nesses momentos eu digo: "- Por que você não segurou a sua (o seu) perereca/pau libido e usou preservatívo? Não adianta culpar seu filho porque ele sente a sua falta mesmo" (claro que na mesma hora eu começo a rezar e, com todo carinho que tenho por ele, o anjo da guarda que se vire, rs, mas não vou deixar de falar o que aquela mãe ou pai precisam ouvir).

...

Não é colocando as crianças mais cedo nas escolas que faremos homens e mulheres desenvolvidos, muito menos gabaritaremos a qualidade da educação. Isso será conquistado quando os filhos puderem se entrosar afetiva e sinceramente com seus pais e quando os pais conseguirem se permitir viver momentos tão únicos quanto cuidar e criar uma criança e entregarem-se plenamente na beleza desta construção divina.
Espero sinceramente que um dia a hipocrisia deixe de fazer parte das reuniões nos planejamentos do desenvolvimento social para dar lugar à lucidez e à vontade de fazer e mudar uma realidade sofrida.
Espero desesperadamente que os sujeitos sejam mais humanos a ponto de viverem suas relações de maneira saudável e temporal, aproveitando ao máximo aquela companhia e sentindo-se abençoado por desfrutá-la.
É na força da relação amorosamente sã que veremos crescer pessoas, povos e civilizações moralmente maduros e, por que não dizer, verdadeiramente cristãos. Anseio esses dias...


(acho que estou melhor depois de ter escrito isso, mesmo que sem colocar tudo o que era necessário; quem quiser, me procure depois no msn ou twitter pra conversarmos mais e melhor)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dica "bacana" nº 3


Ao som de "Everybody's Fool", Evanescence

Quando as palavras não vem embebidas de atitudes e provas sinceras, esqueça-as. Sua tranquilidade é mais importante que a "alegria" que brota desta flor de vento!

(para quem está confuso e indeciso... vivencie, mas liberte-se em seguida!)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

"Apenas pensando" nº 1


Ao som de "Barely Breathing", Ducan Sheik (Glee version)

Chore.
   É o melhor a fazer quando o coração doi...
     Destrua...
        Deixe que as ilusões, as incertezas e as angústias esfacelem-se e sejam levadas pelo tempo.
           Espere!
             Nada além da esperança pode fazer parte de nós, quando as núves anunciam uma tempestade...
                Medo?
                   Não... não é o melhor amigo. Liberte-se dele e simplesmente viva a partir deste novo momento.
                     E, depois, feche os olhos e durma para que o novo dia chegue trazendo um novo sorriso, belo como o nascer do sol!

(algum dia vai fazer sentido...)

domingo, 7 de outubro de 2012

Dica "bacana" nº2


Ao som de "Missing", Evanescence

Sabe o que deu errado nos seus relacionamentos? Você esqueceu de você e viveu para o outro, quando deveria ter vivido para você e COM o outro!

(aprendamos a sutil arte de equilibrar nossa vida com a do outro que amamos, para nenhuma das partes morrer)