Estrelas do meu céu...

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Para além de tudo o que me consome


Ao som de "Jar of Heart", Christina Perri

Um passo não é suficiente para descrever a caminhada a ser percorrida.
E quão distante se mostra essa caminhada, agora já iniciada...
Terá sido um erro seguir a estrada de espinhos e sertões, naquela bifurcação mais atrás, àquela estrada com flores e borboletas, e bichinhos fofinhos, e perfumes?
Agora tenho medo da solidão, e do frio cortante que varre a estrada deserta... achei que teriam mais pessoas que prefeririam o atalho e, assim, não ficaria sozinho!
E pensar num caminhar de mãos dadas já não faz mais parte dos meus pensamentos, pois que meus braços envolvem a mim para eu não sucumbir à hipotermia.
Contudo, se me deixassem escolher, preferiria mil vezes o frio do vento do inverno ao gelo do meu coração (é assim que me acham... e acho que também concordo).
...
As ilusões trazem uma dor muito mais profunda que a traição ou a morte, porque a ilusão é a morte da realidade e das construções...
Estranhamente não fujo da perseguição ou nego o crime de "leso-sentimento"... mas nesse sentido, quem nunca foi criminoso? E será que meus erros do passado serão todos cobrados agora?
Quanta dor os meus/seus atos ainda causarão a um coração? (apenas um?)
...
Acho que vou sair da estrada, parar no meio do caminho e desejar tomar sorvete de limão com cauda de chocolate! Deixar que o tempo passe.
Quem sabe assim a dor passe com o sorriso instantâneo que surge com os doces da vida?
Espero que o degustar o sorvete não aumente o meu frio...
Espero que o parar na estrada não cave minha cova solitária...
Espero que meu olhar adentre a imensidão da minha dor e consiga tirar de lá a centelha brilhante do meu coração desejoso de amor!

(trabalho e dança... já percebi que esses amores não me fazem sofrer! Vou passar a viver disso...)

terça-feira, 28 de junho de 2011

Coração desalinhado


Ao som de "Razões pra sonhar", Sandy e Junior

Um pulsar já não diz mais apenas o que eu desejo... ele também dói.
Dói como uma faca que corta a carne... e arde... e sangra!
Dói como a chama que queima, impiedosa e sedutora!
Dói como um coração arrancado do peito, mas que insiste em bater...

Parece que o destino, se é que ele existe, gosta de me boicotar (eu será que sou eu?)...
Será que a estrada para o "El Dourado", com seus imensos potes de felicidade, é assim tão tortuosa?
Por que as engranagens de um amor quase perfeito não podem simplesmente se encaixar e fazer girar nossa vida juntos?

Um pulsar já não me emociona mais como gostaria... é uma ilusão.
E o muro de sonhos se desfaz ao toque de um sopro,
E mais que os desejos, as realidades parecem ruir...
E as lágrimas de dor se tornam, estranhamente, um alívio (o difícil é chorar!).

E, de repente, brota a esperança (que estranho, rs)...
E ela me diz ao ouvido que meu coração estará na mesma reta de outro,
E que esse encontro vai gerar um amor tão intenso e profundo que nada e tudo serão um só!

E nessa hora, um pulsar será todo o pulsar!
E o todo e tudo serão o amar que tanto espero...
E tudo se completa... e faz colorir os dias por hora cinzentos... e refaz a razão de continuar a tentar!

Um dia, em um momento que espero ser breve, meu coração vai se recalibrar.
Pulsar no mesmo compasso de outro coração... e viver... e amar...
Por hora, me agasalho em cobertores, num casulo, para que o frio não faça-o parar!


(chamando um reboque para lever meu coração para ser realinhado)

terça-feira, 14 de junho de 2011

Provas...


Ao som de "Prove you wrong", Until the End

Esses olhares súplices não me convencem... eu sei que você é capaz! Me desafiar tampouco faz diferença. A prova está sobre a sua mesa: respire fundo, concentre-se e faça (se quiser, claro!).
Por que o medo de algo natural? A vida é cheia de provações meu caro...
Você quis nascer e sair para o dia, então, teve que provar que conseguia e fazer um grande esforço para sair do ventre de sua mãe. Você quis brincar com aquelas outras crianças e, teve que provar que era um bom amigo. Você quis conquistar aquele amor que lhe passou  à frente, então você teve que provar que tinha coragem e se arriscar... e conseguiu algo com isso (alguns foras, alguns beijos...). Você quis ficar até mais tarde em uma festa e, para tanto, teve que provar para seus pais e/ou cuidadores que merecia confiança. Você quis muitas coisas e, para sua surpresa, viu que a única maneira de conseguir é provar que merece.
No presente e no futuro também será sempre assim:

Você quer comprar aquele carro novo? Prove que tem grana!
Você quer passar no concurso? Prove que conhece a matéria!
Você quer ser promovido? Prove que você é melhor que os demais!
Você quer ser compreendido? Prove que sabe compreender!
Você ama alguém? Prove de alguma maneira!
Você quer... Prove!

E a prova, quase sempre, é para você mesmo!
Provar para nós que conseguimos, ou não, é um ato de maturidade tão grande quanto casar, educar uma criança, tomar o primeiro pileque e dizer que foi porque quis...
Prove ou admita suas limitações: eis a questão. E no caso de limitações, elas podem se tornar conquistas, se o esforço for bem grande...
Agora, creia : de todas as provas que você terá em sua vida, essa, na sua frente, onde tem que marcar com papel e caneta, será a mais fácil que fará dentre todas!

(para os meus alunos, nessa semana que sei estar sendo difícil para eles)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Isso, vem... não fica aí, só me olhando


Ao som de "As long as you're there", The Partridge Family - Glee Version

Vem, não tenha medo. Eu não mordo... não muito forte (rs)...
Me deixe sentir sua mão na minha, seu abraço no meu...
Que nosso perfume se misture e que essa mistura crie algo muito nosso!

Vem, não tenha medo. Não fique tão longe, apenas me olhando...
Aproxime-se! Deixe que seu olhar se perca no meu e que o meu te conduza para meu "eu"...
Quem sabe esse caminho, cheio de pedras e flores, não tem um tesouro de coração guardado, te esperando?!

Isso, vem... não tenha medo de se entregar!
Prometo cuidar de você enquanto me permitir...
E quando não me permitir também... é pra isso que servem os segredos de amor e os amigos de verdade...

Vem, não me deixe aqui sozinho na chuva fria do outono.
Atravesse essa distancia, mesmo pequena que ainda existe,
E leve-me definitivamente para sua vida e aquece meu coração de vez...

(que seja suficiente)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Diálogo esperado nº 1


Ao som de "Hello", Lionel Richie

- Bem me quer... mal me quer... bem me quer... mal me quer...
- Oi - disse ao chegar.
- Oi... - respondi sem dar atenção - Bem me quer... mal me quer... bem me quer... mal me quer...
Você esperou e eu nem percebi.
- O que você está fazendo? - perguntou, curioso.
- Bem me... - Vendo se meu amor me quer! - respondi, distraidamente. - Bem me quer... mal me quer... bem me quer... mal me quer...
- Não precisa fazer isso. - riu carinhosamente.
- Uai, por que? - parei de despetalar a margarida, olhando diretamente nos olhos.
- Porque eu estou aqui e te quero mais que ao ar!
Minha resposta foi um sorriso afetuoso e um beijo caloroso.

(para um desejo ardente)

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Para que eu fique melhor


Ao som de "A house is not a home", Dionne Warwick

O cobertor estava no chão quando acordei. A temperatura arrepiava minha pele e meu pensamento voltava em torvelinhos para a consciência de mim.
Meu olhar esboçava a tristeza que assomava minh'alma e meu corpo se deixa ficar languidamente na cama desconfortavelmente vazia de sentimentos.
Nem tudo o que penso traz carinho e afeto para meu colchão; nem tudo quanto desejo conquisto com a respiração, nem a calma, às vezes!
Não quero esse frio da carência que me arrebata o sorriso. Não quero a distância dos que amo por tempo indeterminado.
Será que meus olhos fundos não são suficientes para mostrar meu grito mudo de socorro?
Quero colo de mãe, carinho de pai, afago de irmão, beijo de um amor ardente...
Quero a compreensão de amigo, o auxílio de mestre, a firmeza do sábio...
Na impossibilidade desse desejo, faço um casulo de cobertores para aplacar minha carência de abraços e me dou um afago de travesseiro para diminuir meu desejo de um beijo no rosto... Talvez quando voltar a acordar, eu esteja melhor!

(um momento de solidão em meio à multidão... alguém me dá um abraço?)