Estrelas do meu céu...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"Você vai ter que se acostumar"


Ao som de "In your eyes", Ben Harper

Já faz uma semana desde que você terminou comigo.
Não estranhamente, os dias perderam o colorido habitual e a música da natureza já não tem o encanto que outrora eu percebia...
O que fazer desse vazio que ficou em mim e que tem o encaixe exato do seu amor?

Já faz 168 horas que não te vejo.
E tudo o que penso, me faz lembrar você: os lugares por onde passamos, as conversas sobre sustentabilidade, música e futebol, um utensílio doméstico que você queria que tivesse em nossa casa...
O que faço da coleção de canecas que estou juntando, que seriam para os cafés da manhã e noites frias com um bom chocolate quente?

Faz 10080 minutos que não sinto você.
Suas fotos, sua escova de dentes no meu armário, os livros que me deu de presente, os DVDs que me emprestou são souvenires dolorosos demais de se ver todos os dias... (e não consigo não vê-los, tampouco)
É possível arrancar fora a saudade e o amor, sem dilacerar uma vida que prometi ser sua para esta e quantas reencarnações Deus nos desse juntos?

"In your eyes I see the light and the heat"

Sinto-me afundar na escuridão e no frio pela falta da luz e do calor do seu olhar sobre mim!
Sinto-me naufragar nessa tristeza e angústia sem fim e temo que o amor não sobreviva desta vez...

(desculpe, mas não consigo me acostumar a ficar longe de você, como pediu)

domingo, 28 de julho de 2013

Quando a dor fala mais alto...


Ao som de "Idaho", Nerina Pallot

Eu não sou um homem forte.
As dores, as angústias, as lembranças de uma felicidade a dois que já não existe minam minha fé de que um dia tudo será melhor.
Não faço porque quero; seria um contra senso ao que prego e acredito do fundo do coração. Apenas acontece assim... sem mais, nem menos.

E quando minha fraqueza se mostra tão forte, motivada pela insegurança, não vejo nada além de uma nuvem de lágrimas que tolda minha visão.
Esta "cegueira" é estranha, mas não incomum em situações assim...

"Serei seu por toda esta encarnação e por todas as reencarnações que Deus nos der juntos", "Eu preciso de você mais do que você precisa de mim", "Que sorte eu tenho de ter você"... todas frases que me disse e que ficaram gravadas em mim, como cicatriz de queimadura. O que faço que essas promessas e lembranças de felicidade e amor, agora?

- e de novo bate a dor, e de novo eu não paro de chorar...

Nesses momentos eu me agarro mais forte a Deus.
Nem à psicologia - que me sustenta como profissão, nem às palavras de carinho que amigos queridos (e infelizmente distantes) me dirigem. Apenas a Deus.
Não sei explicar como, mas Ele consegue abrandar essa dor crescente e desesperante!

"Por favor, meu Senhor e meu Deus... faz essa dor parar! Faz eu ser paciente e resignado. Faz eu ser lembrar que o futuro que me espera é de luz, verdade e amor...", peço ao Pai no silêncio da minha dor.
Imediatamente faço o desesperado pedido que venho fazendo ha dias, entre lágrimas e saudades: "Traz meu amor de volta... ele completava minha felicidade e minha vida e sem ele tem um grande vazio em mim, meu Deus...por favor, traz ele de volta..."

Engraçado como fico esperando a resposta de Deus; não uma direta, porque não tenho evolução espiritual suficiente para ter diretamente com Ele, mas ainda assim eu espero...
Talvez uma ligação, talvez um sms, talvez um sinal no coração de que "foi melhor assim". Nada do que espero acontece, mas sei que Ele está trabalhando para fazer o melhor pra mim!

Enquanto espero, tento fazer o melhor de mim...
E se essa saudade e dor aparecerem de novo, repentinamente, vou chorar como sempre, na esperança de que um dia eu consiga ser mais forte às investidas do medo, da solidão e do arrependimento.

(cada esquina ou assunto me lembra você... :'(  )

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quando o tempo para...


Ao som de "The first time ever I saw your face", Céline Dion

E o tempo pareceu parar quando te vi a primeira vez.
Um palpitar diferente no coração anunciou que você era especial e perdi o ar!
Olhares retribuídos, cúmplices, conectados... e um "oi, tudo bem" perdido entre sorrisos e pensamentos secretos.
E, sem que eu percebesse, um abraço envolvia nossos corpos...

É como se a vida fizesse todo sentido; tivesse se completado!
O calor, a respiração, o ritmo do coração que batia sob a blusa quente, o cheiro adocicado...
Tudo se encaixava à minha ansiedade, ao meu desejo, ao meu sentimento repentino de ser seu...

E o tempo tinha parado para que eu te conhecesse.
Um abraço - talvez o mais caloroso que já senti - selou o "nós" que procurava!
Levemente mordi sua orelha e seu suave gemido anunciou que você havia gostado
Então sorri, e o dia cinzento se iluminou pra mim quando sorriu de volta.

Muito carinho foi vivido e falado a partir disso (não em um dia, porque seria pouco pra tanto)
E também muito sentimento, muito desejo, muito amor, muita cumplicidade...
Não me surpreendo como tudo sempre estava certo e bom junto a você!

Mas isso foi embora...

O erro foi grande demais para acontecer o perdão?
E amor vivido não fez nenhum sentido, certo?
Há a raiva, a dor, as lágrimas e há a separação...

E há o meu coração em dor e sinceramente arrependido!

O tempo não voltou a correr. Deve estar momentaneamente de luto
Ou tentando reorganizar uma rota que eu consiga trilhar...
Talvez até deixando abaixar a poeria da magoa para o amor reaparecer (seja isso, pelo amor de Deus!)

E enquanto o tempo não volta e este amor não reaparece (reaparecerá?!)
Fico com a lembrança do abraço e do cheiro, e da mordida...
E do sorriso que iluminou o cinza daquele dia
E do olhar, cúmplice e terno, magnético e sincero... e que um dia foi meu...

(dor explicita!!! não desejo a ninguém igual... quero a "luz" de volta)

terça-feira, 9 de julho de 2013

Frase de destruição nº 1



Posso ser ridículo quando amo. Posso ser pedante, posso ser insistente e até inconveniente. Mas não me importo, porque o sentimento que me move é o amor e o cuidado; o querer bem de todas as formas àquele que amo. Infelizmente nem todos conseguem ver para além dos próprios umbigos e se permitir ser amado e cuidado de verdade... Isso sim é lamentável e pedante!

(...)