Estrelas do meu céu...

terça-feira, 23 de agosto de 2011

I choose a mortal life - part II



Ao som de "Hello", Lionel Richie

E quis recusar-te, e foste mais forte
E quis dizer que não damos certo, e foste deliciosamente cativante
E quis fugir para dentro de mim, e roubaste todas as chaves do meu ser

E quis ficar quietinho, mas fizeste-me apaixonar, e amar, e me entregar de corpo e alma...

E agora a distância não é mais tão grande
E o seu toque não é mais ilusão em meu corpo
E o seu beijo não é mais delirio de meus lábios
E a vida não é mais vazia sem você...

E quisera, porém, estender nosso momento para uma, talvez duas Eras inteiras... (na verdade quero-nos juntos por todos os Éons)
E desejara criar "sois" que aquecessem eternamente nossos corações (e porque não nossos desejos)
E pretendera fazer que os ponteiros do relógio girassem apenas para que os instantes fossem sempre dias claros de amor e felicidade!

E mesmo se uma ou outra nuvém aparecer para tentar acabar com nosso "verão primaveril" (ou será "primavera veraneira"?), sei que o "sol" volta logo e sempre mais lindo e forte!
E não tenho dúvidas de que me amas como te amo (ou até mais do que consigo perceber e me expressar),
E não entendo mais o que é a vida sem você fazendo parte dela,
E não tenho medo do futuro, pois não há o que temer tendo certeza da felicidade ao seu lado!

(For you, I choose a mortal life, and now, I cannot live whitout you and your love. Love me forever, please!!!)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Risadas no asfalto


Ao som de "Make 'em laugh", Donald O'Connor

Por que será que sempre que estou com a Ju tenho certeza que algo muito engraçado vai acontecer? Talvez os longos anos juntos me dão essa certeza. Mas dessa vez não foi apenas engraçado, foi frustrante, irritante, delicioso, perigoso e excitante também; tudo ao mesmo tempo (ou com leves variações ao longo das horas que ficamos juntos).
Bem, do inicio, então:
Lagoa da Prata, dia 25 de março de 2011. Exatamente 12:42.
Juliana chama no portão da minha casa. Como de costume, brinco gritrando de dentro da casa um "Não estou" e espero pelas gargalhadas altas dela no lado de fora. Alguns minutos depois saio, cumprimento-a e entro no carro no banco do motorista, sob recomendação de cuidado e desejo de boa viagem de minha mãe. O destino? Divinópolis, MG.
Uma vez no banco do motorista, percebo que ela completou o tanque para nossa viagem e, só para me assegurar, pergunto:

- Está tudo certo com o carro?
- Sim, bailarino - é assim que, geralmente, a Ju me chama - tudo certissimo!
- Ok. Então vamos com Deus. - respondo por minha vez.

Até aqui, tudo como sempre fazemos quando vamos viajar: risadas, músicas favoritas altas - dela e minhas para agradar a ambos - repassar os planos das lojas que precisamos ir, escolher o filme que vamos assistir no shopping, mais risadas, tiradas (são frases ou palavras debochadas que utilizamos para deixar as pessoas sem graça) - geralmente ganho da Ju nas tiradas, porque ela é meio lenta no raciocínio... - como disse, tudo na mesma até chegar perto de Santo Antônio do Monte, uma cidade vizinha há vinte minutos de Lagoa da Prata.

- Eita...
- Que foi bailarino - Ju pergunta estranhando (geralmente falo "eita" ou "ops" quando a situação não está normal)
- O carro está pesado... está começando a trepidar. - respondo, observando bem o que acontecia.
- O que será? - ela pergunta começando a ficar preocupada.

Aqui cabe mais uma explicação: Juliana e volante não combinam muito bem. Além de ela morrer de medo de dirigir na rodovia, não entende muito de carro. Sem preconceito e já tendo falado isso para ela, acho que o avaliador dela a passou por pena ou pelos belos olhos que ela tem. Continuemos...

- Uai Ju... se não for o cano de descarga ou o carburador sujo, só pode ser o motor... no mínimo uma vela que está gasta!
- E isso é ruim?
- Não Ju... é ótimo! É o estado que todo carro deve estar para um bom desempenho! Aiai... - falei entre levemente estressado e brincando. Ju ria alto da minha maneira de falar.

Mais alguns metros e o carro começa a trepidar muito.

- Melhor parar para tentar ver o que é. - falei mais para mim que para a Ju. Ela simplesmente acenou a cabeça em concordância.

Parei o carro o melhor que pude, porque, ao diminuir a velocidade, o carro morreu. Para aqueles que são como a Ju, quando o carro "morre", não é sinal de que precisaremos de um velório, mas porque ele apagou de vez sem um comando para isso.
Assim que puxei o freio de mão e desci do carro, percebi que não era o melhor lugar para parar: uma curva, beirando um morro, sem acostamento e sem boa sinalização. O que pensei? Simples: "Jesus, agora é com o Senhor..."

- O que é, bailarino?
- O cano de descarga não está solto... vou ver na frente para saber. - respondi, abrindo o capô.

Ao levantar o capô, vi saindo fumaça do motor e do radiador. Imediatamente olhei para o tanque de água e percebi que ele estava "VAZIAÇO". Era o fim, sabia que era motor fundido. Para aqueles, como a Ju, podemos dizer que o motor fundido seria algo como a "morte" do carro. É como se o coração tivesse parado; a diferença é que, no caso dos carros, dá para trocar se risco de morte.

- Você não disse que estava tudo bem com o carro, Ju? - falei realmente irritado.
- Uai bailarino - ela ficou temerosa, do jeito que sempre fica quando fez algo errado - eu mandei lavar o carro, achei que estivesse tudo certo... - nessa hora a gagueira era visivel, assim como seu rubor.
- Ju, meu anjo, estava perguntando da frente do carro... óleo, água...
- Ai bailarino... - estava a beira das lágrimas.
- Tá bom, tá bom... me dá sua garrafinha de água e a minha. Vamos ver se damos sorte.

Nem preciso dizer o que aconteceu; ao retirar a tampa para colocar água, toda a água do carro ferveu, saindo com força do motor. Colocamos a água das nossas garrafas, tentamos ligar o carro, o balançamos, mas nada funcionou, como esperado.

- O que a gente faz agora, bailarino?
- Simples, vamos ter que ligar para nossos pais para eles trazerem um guincho.

Depois de ligarmos para o socorro mais próximo que conhecia - meu pai, rs - tomei o cuidado de sinalizar na estrada que tinha um carro estragado na curva. Foi hilário ver a Ju tentar colocar um pequeno graveto para sinalizar ("Ah é, todos mundo, até lá na China, vai perceber isso aí no meio da estrada, Ju!").
Enquanto esperavamos meu pai, Ju e eu ficamos rindo da nossa situação, cantando em voz alta - praticamente gritando, aproveitando que estavamos no meio do "nada" (percebemos que devemos continuar a ser bailarinos), eu ameaçando jogar a Ju na maior aranha que já vimos (cuidadosamente trabalhando em sua teia GIGANTE entre dois troncos da árvore próxima do carro, que já tinha alguns insetos presos para um banquete não muito distante; minha raiva da Ju dizia que ela seria mais saborosa), correr de um lado a outro da rodovia, gritando desesperadamente (claro que apenas quando não havia chance de ter veículos passando), brincando de seduzir um ao outro... foi MUUUUUUITO DIVERTIDO.
Quando papai chegou tentando ver o que tinha acontecido (meu pai, como todo pai, não confia muito em mim no que diz respeito a direção) e constatou, como eu, que o motor tinha fundido. Ele queria nos levar de volta, mas ficamos receosos de deixar o carro sozinho - e claro que eu brinquei que deixaria a Ju sozinha e voltaria com meu pai, só para vê-la desesperada, rs - então ficamos esperando o reboque e mais ondas de risadas e brincadeiras.
Mesmo tendo ficado um pouco frustrado de não ter ido em Divi para comprar o que necessitávamos para o Studio de Dança, foi maravilhoso passar por essa experiência ao lado de uma das pessoas que mais amo (e se alguém disser isso pra Ju, nego até a morte, rs), fazendo de um momento que poderia ser de irritação, um momento de pura diversão e prazer!
Agora vamos ver quando vai ser a próxima...

(diário explicito... para me lembrar de olhar a água dessa outra vez que vou viajar com a Ju, rs)

domingo, 7 de agosto de 2011

Frase sentimental nº 23


Ao som de "I'm with you", Avril Lavigne

Não pegue nada além de você. Deixe as coisas, deixe o passado e venha para minha vida. Aqui em meu coração tem tudo o que você precisa e o futuro nos dará o restante que faltar...

(será que dá para entender essa verdade?)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Cachecol de lã, meias grossas e um abraço bem apertado


Ao som de "Fallen", Sarah McLachlan

Abraço as pernas, em cima da poltrona da sala, envolvido no edredon e contemplo o vazio que me completa... é como se o frio ambiente externasse tudo quanto sinto. Engraçado como a leitura não me distrai mais.
Não se preocupe... um pequeno solzinho está lá dentro, aquecendo meu coração, eu acho. Queria que ele se fizesse mais forte, como se fosse um dia de verão, em pleno Rio de Janeiro! Aiai... me vem Fernanda Abreu à mente: "Purgatório da beleza e do caos"...
O que será preciso purgar? Onde a beleza no caos da solidão? Quero os 40° de um desejo ardente... quero os delirantes 40 graus de um amor eminentemente verdadeiro e exclusivamente MEU! Se for pra dividir com outros, prefiro ficar só!
Mas ainda não é verão; é inverno. E ainda não há amor, nem amor de verão - daqueles que chegam como a chuva, são fortes e fazem marcas, mas naturalmente passam e não deixam tristeza, apenas boas lembranças - há a solidão e a espera...
Nem dor, nem alegria, apenas espera! Será?
Nessa espera fico me perguntando quando foi a última vez que me acompanharam pela felicidade, mas a dor me faz duvidar se um dia já estive acompanhado! Muitas promessas, muitas falhas...
E enquanto a sensação de frio aumenta, me delicio com o arrepio da lembrança boa que resolveu aparecer, busco, fragilmente, aquele cachecol azul de sempre, com as mesmas meias grossas dos tempos de inverno, pois o que é bom dura para sempre!

(só me falta o abraço apertado, misturado ao cheiro de chocolate quente que acabei de preparar pra mim)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Esperando o sol nascer


Ao som de "Estranho jeito de amar", Sandy e Junior

O frio não me incomoda. Acho que me tornei insensível... muito da sensibilidade foi desperdiçada sem precisar (pelo menos é o que tento me convencer).
A dor agora é companheira... melhor conviver bem com o que está tão próximo, certo? Contudo, me recuso a deixa-la tomar as rédeas do não conhece bem: minha vida.
E os sonhos, desejos, planos e caminhos pré-traçados, foram retirados encharcados do imenso tanque de ilusão no qual foram mergulhados por descuido e postos ao sol da realidade para secarem e ser melhor vividos, quando for possível e se não estiverem muito danificados.
Será que seria bom continuar do jeito que estava?
Sei apenas que o amor supera tudo... já ouvi isso antes... já vivi isso antes... agora não consigo me lembrar como se faz! Prefiro esperar o sol...
Mas, enquanto o sol não nasce para secar tamanho estrago, vou abanando para ver se o vento começa a restauração...

(precisando de um violão para cantar ao "deus sol" para ele aparecer logo)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Por que?


Ao som de "Falling Down",  Avril Lavigne

Dor...
Sensação de que o chão rompeu abaixo de mim...
Dor...
Sensação de que estou rodando em um twister acelerado demais...
Dor...
Sensação de que vou afogar nas minhas próprias lágrimas...
Dor...
Sensação de que a história está se repetindo...
Dor...
Sensação de que não adianta tentar mais...
Dor...
Sensação de que não consigo continuar a caminhar...
Dor...
Certeza de que esse corte profundo vai cicatrizar, mas nunca me deixará esquecer...
Dor... muita dor...
Por que?
Dor... muita dor...
Devo ter feito por merecer...
Dor... mais do que dor... the death

(...)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Desejo ardente nº 1


Ao som de "Eu quero ser pra você", Paula Fernandes

Deita na nuvem mais fofa, veste um edredon de estrelas, aconchega meu corpo no seu e acaricia meus cabelos... estou precisando sonhar e quero que meu sonho seja belo como seus olhos, e que nosso amor que nasce dure pela eternidade!

(será que dá pra continuar no sonho?)