Estrelas do meu céu...

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Marca musical: Enfeitiçado


Música deliciosamente envolvente e singularmente mágica, rsrs... deliciem-se tanto quanto eu!


Enfeitiçado (Aline Calixto)
Affonsinho

Uma colher de amor purinho
Um burburinho da manhã
Três dedos de leite quentinho
Um céu gigante, uma avelã
Um bem-me-quer, um sim, uma cereja
Um sonho ardente de hortelã
Três mil carinhos na bandeja
E um abraço de cachecol de lã

E lá fui eu
Pro caldeirão
E lá fui eu
Todo enfeitiçado
Pro seu coração

Jabuticaba dos olhinhos
Um chocolate de batom
Abracadabras em potinhos
Uma lembrança, um cheiro bom
Uma xícara do giz da lua cris
Um beijo doce de maçã
Um prato cheio de ser feliz
De hoje até bem depois de amanhã


(obrigado pelo presente... muito importante para mim receber essa música de você!)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pega ladrão!


Nem meu coração, nem minha felicidade; o que o danado do ladrão me roubou foi meu celular mesmo! E, quisera eu poder culpá-lo totalmente... infelizmente não posso. Foi irresponsabilidade minha.
O descuido é um "negócio" engraçado e, veja bem, chamo de negócio pelo fato de haver uma transação tácita entre os envolvidos, no qual um inevitavelmente sai perdendo.
Se o perdedor é o ladrão, o bom senso diz que não há problema, afinal, porque ele queria afanar algo que não lhe pertencia? Ninguém pensaria, como raramente acontece, que esse ladrão possa ter uma intenção maior para ter praticado o ato em si, acreditando que não estaria lesando amplamente o prejudicado (no caso, EU). Não estou defendendo o ato e a impunidade, visto que sou o maior interessado que o indivíduo devolva meu pertence; estou apenas dizendo que quando o desespero é muito grande, o ser humano é capaz de atitudes erradas demais para ser perpetuamente reprimido. Com isso, sinto-me na obrigação de perdoar o ladrão, esperando que ele tenha feito bom uso do dinheiro que conseguiu com meu celular (que foi muito caro na época e para minha condição financeira).
Se o perdedor for a pessoa lesada, o bom senso diz "que pena" e "coitado" e "que absurdo", sem, contudo, perceber ou analisar o porque do furto. Será que o "lesado" estava se exibindo com o objeto por aí, sem tomar as devidas medidas de segurança anti-furto? Será que o "lesado" estava (ou ficou) lesado por algum tempo, por algum motivo - drogas licitas ou ilicitas? Será que o "lesado" é um descuidado involuntário ou um crédulo fervoroso da natureza humana e deixa seus pertences sem proteção por aí (esse é o meu caso)? Não estou repreendendo o "lesado", mas temos que convir que "se tá dando sopa...", qualquer um com uma atitude menos ética facilmente pegará o que não lhe pertence.
Como definir um "culpado"? É possível estabelecer a culpa?
Meu desejo íntimo, como pessoa furtada, é que a culpa recaia sobre o ladrão; consciente que sou da minha imprudência (ou como gosto de dizer, "burrice" mesmo), não posso simplesmente isentar-me nesse caso fatídico.
Por hora e na tentativa sincera de não julgar ou cometer mais imprudências, faço como Jesus, que perdoou sempre, perdoando essa pessoa, desejando que o melhor lhe aconteça. Contudo, e seria hipocrisia dizer que não o faria, ficarei mais atento com as coisas que o suor do meu trabalho me ajudaram a comprar, para não precisar ficar frustrado, magoado e mal dizendo a humanidade por um fato isolado e cuja responsabilidade é de todos os envolvidos.

(acho que agora consegui reacalmar minha frustração)

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pergunta filosófica nº 1


Quero que os problemas acabem ou inexistam, mas quero que a vida tenha cor e sabor... é possível unir esses desejos indômitos?

(para mais um dos momentos de dúvida e certa angústia)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Frase sentimental nº 19



Se por todas as vidas da Terra eu tiver que viver ao seu lado, então, viverei feliz pela eternidade dos tempos!

(que saudade de ter seus lábios nos meus e o seu abraço no meu abraço)

sábado, 22 de janeiro de 2011

Em emoção, desejo e sonho...


Pensar em você, desde muito tempo, é algo inexplicável pra mim... nada faz sentido, mas ao mesmo tempo, me completa e me faz bem! E pensar que te conheci na internet...
Pensar em você é como sentir cheiro de chocolate no ar, sentir água na boca e saber que não vai poder matar a minha vontade.
Pensar em você é como caminhar a estrada de tijolos amarelos na esperança de ter meu desejo realizado e perceber que o Mágico de Oz não consegue realizar esse desejo específico... é dificil demais para ele!
Pensar em você é sentir-me poderoso e, vendo-te apenas em pensamento, é perceber-me humano: falível, mortal e fraco.
Pensar em você é perceber similaridades e complexidades, vindas de mim e de você.
Pensar em você é me desligar das formas, das inflexões verbais, das conotações, dos ângulos, das regras, das congruências, das lógicas e de tudo quanto possa te explicar; como te explicar?
Pensar em você é me ter cada vez mais um pouco e, sabendo da sua distância, é estar sem norte e sem sol que me guie...
Pensar em você é melhor que ver o mar, sentir o vento e ter as estrelas como inspirações e, ao mesmo tempo, quando você me falta, é sentir-me isolado de tudo...
Pensar em você é ter o mundo nas mãos, sabendo que elas são pequenas para conter toda grandeza desse sonho em te ter... apenas um sonho!
Como explicar as emoções que perpaçam mente e coração? Como impedir o desejo que perscruta a intenção? Infelizmetne não sou capacitado para responder ou viver de maneira certa essas questões; meu limite ilimitado me faz assim. Mais triste é perceber, pensar e sentir você longe de mim... é tão triste ter você apenas nos meus sonhos e fantasias e, ainda assim, saber que o encontro real, pleno e firme ainda não aconteceu.
Desejo que seja breve e sonho para que se torne real...

(para provar o meu amor, desejando estar ao seu lado pra sempre, se ainda me quiser...)

domingo, 16 de janeiro de 2011

No seu "Tom"



Te completo, te organizo, te encontro (me encontro também);
Te galvanizo, te irrito, te idolatro, te percebo (e me percebo também).
Te invento e reinvento ao meu bel prazer,
E nessa criatividade delirante, me redesenho e redefino no mundo e na vida!

Sou seu moreno moleque,
Seu risonho matreiro, seu olhar certeiro...
Sou seu dengoso menino,
Seu meigo docinho (de côco, de chocolate, de leite... do que você quiser e preferir)...

Fui feito sob medida para você!
Nem demais, nem de menos...
Exatamente no ponto.

Cada músculo para você tocar,
Cada gesto para você me notar,
Cada palavra para você escutar,
Cada pensamento para me fazer delirar (e te desejar, e me apaixonar, e te amar)

Talvez não seja tudo o que você queria
Mas sou tudo o que você precisa...
Sou você no infinito em mim
E você me tem pra sempre assim!

Sou a letra que faltava na melodia,
e a melodia que não se completava nos acordes.
Sou o que completa tanta complexidade
Encaixando-me perfeitamente no seu/meu "Tom"

(do seu Tom para você entrar no tom)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Frase "in-coerente" nº 1


Subida, amores, parafusos, desastres, trilhas, pés descalços, concertos, sapatos apertados num jantar de gala no dique à meia luz de velas, lua, estrelas e faróis...

(um desejo deliciosamente insano... deliciem-se também)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Civismo


Depois de um tempo elaborando, consegui entender a frustração que me assolava o peito, mais precisamente no dia 18 de dezembro de 2010.
Evento e Local: Solenidade de formatura dos cursos de Administração, Ciências Contábeis e Serviço Social da Unifor MG (Universidade de Formiga, Minas Gerais); depois da entrada dos professores e dos formandos, é dado o ínicio à cerimonia com o Hino Nacional. O que se seguiu me chocou e horrorizou com tal impacto que minha vontade foi gritar, chorar e fugir ao mesmo tempo!
Enquanto começava o hino, mais da metade das pessoas estavam sentadas, conversando alto, fazendo gestos para chamar a atenção do formando a quem foram prestigiar; os poucos que estavam em pé, também conversavam, muito alto, tentando se sobrepor à "essa música chata" (uma jovem disse isso ao meu lado, enquanto falava ao celular); nem mesmo os formandos estavam prestando atenção àquele momento.
Quando o hino já estava pela metade (e eu, de olhos na bandeira, com os braços para trás como havia sido ensinado e aprendera a honrar aquele momento solene, tentando com todas as forças prestar atenção), várias pessoas ao meu lado, que incrivelmente continuavam falando mesmo com o Hino Nacional acontecendo, começaram a sair dos lugares e se movimentar: uns buscando água, outros indo para junto dos amigos que avistaram e conversando... vários estudantes sequer se dignaram levantar.
Findo o Hino Nacional e com excessão dos homens que fizeram TG (Tiro de Guerra) e dos poucos entendedores do manifesto cívico, todas as outras pessoas começaram a aplaudir, enquanto eu tinha vontade de chorar! Será muito difícil demonstrar respeito à Flâmula, ao Hino Nacional ou ao momento solene de exaltação da Pátria que nos acolhe?
Hoje, contrariando minha esperança e minha tentativa de manter os olhos fechados, percebo que os brasileiros, em sua maioria, são realmente amantes dos esportes, porque demonstram ser pertencentes à esse país apenas nos eventos esportivos: agitam bandeiras, vestem camisas, gritam "Eu sou brasileiro com muito orgulho, com muito amor"... todos hipocritamente sem refletir e perceber a condenação que cantam.
Para mim, o descaso com que tratam a bandeira e o Hino reflete em pequena proporção o descaso com que tratam a nação e seus pertencentes! Pelo menos assim eu consigo justificar tantos crimes e lesões cometidas contra a nação, os orgãos públicos e a população; consigo justificar tanta ladroagem daqueles que deveriam iniciar o progresso do nosso país por meio de ementas, metas e planejamentos e ações concretas; consigo justificar os abusos de todas as ordens; consigo justificar os preconceitos; consigo justificar a falta de fé; consigo justificar o meu próprio sentimento de revolta... em pensar que serão nas mãos de profissionais que não sabem nem respeitar a solenidade da própria formatura que estaremos depositando nossa confiança (que medo, que triste...)!
Quisera eu que o brado de "Ordem e Progresso" fosse mais forte que os gritos de dor e angústia das mães que perdem seus filhos para as drogas, o tráfico, as balas perdidas, as mortes misteriosas; quisera que fossem usados "braços fortes" para que realmente a igualdade surgisse neste país para que os imigrantes, os negros, os pobres, os homossexuais, os vaidosos, os excêntricos tenham o "sol da liberdade" que todos buscam e que nós temos a condição de ofertar!!!
No fundo tenho certeza que vai mudar e, com as palavras entranhadas em minha consciência ("veras que um filho teu não foge à luta..."), tenho mais certeza ainda que meu exemplo um dia ajudará nessa mudança... tenho certeza que o "Brasil, coração do mundo, pátrica do Evangelho", como diz o cronista do além, será o que Jesus espera de nós!
Só gostaria que não demorasse muito...

(para a Patria Amada Brasil, na esperança que existam patriótas para honrá-la)

Apêndice (por Danielle Faria - Caleidoscópio)

Lembram-se daquela aluna que ficava na fila em frente à bandeira nacional? A criança de uniforme azul-marinho, saias pregueadas, meias brancas, sapato preto que ouvia atentamente, os discursos sobre o futuro da nação ao som do Hino Nacional? Aquela criança sou eu e o futuro chegou!
Já ficamos tempo demais deitados em berço esplêndido!

(obrigado meu anjo... mto oportuno)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Confraternização em família


Em grande parte dos grupos que conheço, geralmente no natal, acontece a tradicional brincadeira do "amigo oculto". Não sei exatamente quando e onde começou essa tradição, mas minha consideração atual é sobre a brincadeira em si e como ela se efetua em minha própria família.
Para começar (e como não poderia deixar de ser, visto que em quase tudo gostamos de ser diferentes, rs), em minha família essa brincadeira não acontece no natal; a impossibilidade de nos encontrarmos por vezes é maior que o nosso desejo. Assim, há muitos anos atrás, minha avó materna, Nadir Alaíde de Azevedo Marcelo (a quem elevo o meu pensamento e carinho sincero onde estiver), começou essa tradição entre seus filhos (mamãe e tios),  em um encontro no início de todos os anos. Como eu era muito pequeno, não tenho lembranças claras das primeiras vezes.
Sempre nos reunimos no primeiro sábado após o dia 1º, como uma tentativa subjetiva de levar e trazer para nossas vidas boas energias e o fortalecimento desses laços invisíveis que apenas as famílias conseguem ter - não estou dizendo que a amizade e os grupos sociais não possuem laços de carinho mas para mim a família será sempre a primeira e grande escola da vida.
Esse encontro, que carinhosamente chamamos de Confraternização da Família Pereira Marcelo (sendo Pereira Marcelo o sobrenome do meu avô materno) é meu marco pessoal de um bom inicio de ano. Rever os tios e primo de longe (e alguns de perto também), matar a saudade, saber as novidades, comer muito, brincar em família, me emocionar com as palavras da minha tia, lembrar carinhosamente dos que não estão fisicamente... como se não bastasse, além de todas as agradáveis situações, a brincadeira do "amigo oculto" em si, para selar, entre os envolvidos, essa amizade que para mim transcende uma existência.
Esse encontro se tornou tão importante e uma marca tão poderosa na família que, atualmente, nossos companheiros e companheiras, bem como os filhos e conjuges, estão aprendendo o valor dessa confraternização, percebendo que o amor e a união em família podem persistir no mundo da atualidade, a despeito dos que acreditam que a instituição família está falída e em franca fragmentação.
Desculpem-me os teóricos, pessimístas e solitários de plantão: a família nunca deixará de existir! Suas diversas facetas e reoganizações ao longo dos séculos mostram que a "nuclearidade" (papai, mamãe e filhos) não é a base de um grupo sólido e convicto em si e, sim, o amor é o núcleo central dos grupos.
Não posso dizer ainda que nós, enquanto pertencentes à esse grupo familiar, somos evoluídos e estamos no último estágio evolutivo da criação divina (ainda erramos muito e por vezes deixamos que nossos defeitos equivoquem nossas escolhas), mas estamos na caminhada, de braços dados para quando uns cansarem, os outros ajudarem no percurso.
Tenho a honra e o orgulho de dizer que MINHA família, a Família Pereira Marcelo, é mais uma das que resiste bravamente à perturbação do mundo; tenho o prazer e a honra de dizer que fui abrigado carinhosamente nessa família; que sei poder contar com ela quando eu precisar e, mesmo singelamente, consigo dizer apenas muito obrigado!

(para os Pereira Marcelo)