Estrelas do meu céu...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eu os declaro...

 
Neste fim de semana fui ao casamento do meu primo e, confessando isso a vocês, poucas vezes me senti tão emocionado em um casamento qual o dele. Talvez pelo fato de casamentos me emocionarem naturalmente; talvez pelo fato de a igreja ser belíssima; talvez pelo fato de o noivo ser um dos meus primos mais queridos; talvez pelo fato de toda a família estar envolvida com essa cerimonia... mas, da turba de "talvezes" que eu posso enumerar, o talvez mais provável seja o rito de entre da noiva ao noivo.
Essa entrega sempre me marcou, em todos os casamentos: a confiança do pai em entregar "seu tesouro" para outro homem cuidar, na esperança (algumas vezes ilusória) de que esse cuidado será tão grande ou maior que o demonstrado e vivido até então... mas nesse casamento em especial foi diferente. Não foi o pai quem entregou a filha, foi o filho quem entregou a mãe aos cuidados "desse outro". A simbologia disso, pra mim, foi profunda e emocionante... não consegui refrear as lágrimas!!! O filho entregando "sua base", "seu pilar", "sua história" a outro, com um sorriso nos lábios, na certeza-esperança de que esse padrasto seja um pai... na certeza-esperança que esse homem faça sua mãe feliz... na certeza-esperança que esse outro complete o que faltava naquela que lhe deu a vida...
Para ele não era apenas um rito, apenas um momento obrigatório; percebi em seus olhos que ele estava entrando na igreja, de braço dado com a noiva-mãe com toda a pompa de ser o homem da família que entrega o "tesouro". Estava firme no seu papel e ao mesmo tempo desejoso de ser apenas o filho que assiste à mãe...
De passos decididos, ele parou no meio do caminho, à espera do noivo que estava disposto a "amar e respeitar em todos os dias" da vida dos dois enquanto casal. Um aperto de mão forte, como um pequeno aviso de "cuide bem dela, senão...". Tudo isso se passou em alguns segundos... um minuto,talvez! Mas foi intenso, real... desdobrou aos meus olhos... fui testemunha desse momento.
E, quando o padre falou "Eu os declaro casados", depois dos votos e testemunhos dos noivos,  muito além do que o filho sentia, ou o que as famílias percebiam, tive a certeza de que essa seria uma relação duradoura. Não plenamente feliz, porque a plenitude da felicidade não existe no nosso mundo ainda, mas duradoura e satisfatória, por perceber que haverá investimento de todos os lados para que dê certo...


(para meus primos, como todo o meu carinho e desejo de que seja intenso)

2 comentários:

Karla Thayse disse...

Que sejam muito felizes!
Tenha uma linda semana.

Beijo

André Pádua disse...

É meu amigo, seu bem o que o casamento representa pra você desde o interpessoal de Divinópolis ;)

Parabens, o texto sempre representa a grandeza moral do autor, que você continue crescendo, aprendendo, sendo esse professor da vida para tantas pessoas, inclusive pra mim!